UFMG se manifesta sobre confusão envolvendo pré-candidatos. Vídeo

UFMG diz ainda que  seguirá atuando com firmeza na defesa de um ambiente plural, seguro e institucionalmente organizado

atualizado

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Belo Horizonte – Em relação ao  que ocorreu no Campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na tarde de quarta-feira (22/4), quando pré-candidatos e militantes de direita entraram em confronto com estudantes da universidade, a UFMG  enviou nota esclarecendo que a gravação de conteúdo de cunho político não foi notificada às instâncias institucionais da universidade.

Os políticos pré-candidatos a deputados estaduais Marília Amaral (PL), de Minas, e Douglas Garcia, de São Paulo foram propor uma espécie de disputa entre feitos dos governos Lula (PT) e Bolsonaro (PL) para gravar material de campanha, mas a dinâmica acabou em violência, e a segurança da instituição de ensino teve de atuar.

Segundo a nota, “a ocorrência foi em uma área de circulação da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), no campus Pampulha, gerando reações espontâneas por parte de estudantes, o que culminou em um episódio de tensão e violência.”

A nota diz ainda que os espaços são abertos ao debate público e à livre manifestação de ideias, mas que as atividades devem observar procedimentos institucionais, sob pena de comprometer a convivência acadêmica.

“Todas estas atividades, em especial aquelas que envolvam mobilização organizada ou que tenham potencial de conflito, devem observar os procedimentos institucionais, sob pena de comprometer as condições adequadas de convivência acadêmica. Nesse sentido, a segurança universitária atuou para preservar a integridade das pessoas e restabelecer as condições de normalidade no local”, diz trecho da nota.

A UFMG diz ainda que  seguirá atuando com firmeza na defesa de um ambiente plural, seguro e institucionalmente organizado.

Douglas Garcia alegou que entrou num espaço público para promover o debate e que teria sido agredido e, portanto, reagido às agressões. “Eu não vou mais aceitar”, disse ele.

O pré-candidato em SP também disse que o episódio “representa um grave atentado contra a liberdade de expressão e o pluralismo de ideias, pilares fundamentais de qualquer sociedade democrática”.

Após o episódio, o Diretório Acadêmico da Fafich denunciou a ação em um vídeo gravado por estudantes: “Não naturalizamos que a política do extermínio seja parte do jogo democrático. Estamos em abril e os candidatos da extrema-direita buscam a todo custo disputar uma base. Mas na UFMG nós não permitimos que isso aconteça”.

Leia a nota da UFMG na íntegra

Em relação ao recente episódio envolvendo um conflito entre um pré-candidato ao cargo de deputado estadual pelo estado de São Paulo e estudantes, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) esclarece que a gravação de conteúdo de cunho político não foi notificada às instâncias institucionais da universidade. A ocorrência foi em uma área de circulação da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), no campus Pampulha, gerando reações espontâneas por parte de estudantes, o que culminou em um episódio de tensão e violência.

A Universidade, comprometida historicamente com a liberdade de expressão, o pluralismo de ideias e o respeito à convivência democrática, ressalta que seus espaços são abertos ao debate público e à livre manifestação de ideias. Entretanto, todas estas atividades, em especial aquelas que envolvam mobilização organizada ou que tenham potencial de conflito, devem observar os procedimentos institucionais, sob pena de comprometer as condições adequadas de convivência acadêmica. Nesse sentido, a segurança universitária atuou para preservar a integridade das pessoas e restabelecer as condições de normalidade no local.

A UFMG seguirá atuando com firmeza na defesa de um ambiente plural, seguro e institucionalmente organizado, reafirmando seu papel como espaço de produção de conhecimento, formação crítica e compromisso com a democracia.

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