Suggar dará suporte a moradores após incêndio em BH. Rescaldo continua.
Empresa cadastrou pessoas afetadas e promete atendimento médico e psicológico; bombeiros ainda fazem rescaldo no local
Belo Horizonte – A Suggar Eletrodomésticos informou neste sábado (8/8) que cadastrou os moradores afetados pelo incêndio de grandes proporções que atingiu uma de suas unidades em Belo Horizonte e que mantém contato com as pessoas que vivem no entorno da fábrica.
Segundo a empresa, nos próximos dias serão disponibilizados atendimentos médico e psicológico aos moradores que necessitarem do suporte. A fabricante afirmou ainda que aguarda a conclusão dos trabalhos da Defesa Civil para definir os próximos passos.
Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) continua no local realizando o rescaldo do incêndio. Mais de 24 horas após o início das chamas, a ocorrência ainda está em andamento.
Um oficial dos bombeiros permanece na fábrica acompanhando os trabalhos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDefesa Civil interdita imóveis no entorno
A atuação da Defesa Civil ocorre após o incêndio provocar danos estruturais na fábrica e levantar preocupações sobre imóveis próximos à unidade.
A Suggar informou que está prestando suporte às pessoas afetadas e que aguarda a conclusão da avaliação dos órgãos responsáveis para saber quais medidas serão necessárias.
A empresa não detalhou, na nota, quantos imóveis foram interditados ou quantas pessoas foram diretamente afetadas.
Fábrica estava sem AVCB, dizem bombeiros
O incêndio também trouxe à tona uma situação de irregularidade da fábrica perante o Corpo de Bombeiros.
Segundo o CBMMG, o galpão atingido não possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento que certifica o cumprimento das medidas de segurança contra incêndio e pânico.

O tenente Henrique Barcelos afirmou que havia um projeto de prevenção e combate a incêndio aprovado para o imóvel, mas as medidas previstas ainda não haviam sido executadas de forma a permitir a emissão do AVCB.
De acordo com o militar, a situação era acompanhada desde pelo menos 2022. Naquele ano, uma vistoria constatou que o projeto de segurança não havia sido executado, e a empresa foi notificada.
Uma nova tentativa de regularização teria ocorrido em 2025. Segundo os bombeiros, porém, a corporação não foi posteriormente acionada para realizar uma nova vistoria e verificar a execução das medidas necessárias.
A ausência do AVCB, segundo o CBMMG, não significa automaticamente que uma atividade seja interrompida. Conforme explicou o tenente, a interdição ocorre quando é identificado risco iminente de incêndio.
Bombeiros não conseguiram usar hidrante
Durante o combate às chamas, os bombeiros também relataram dificuldades para utilizar o sistema de hidrantes existente na unidade.
Segundo o tenente Henrique Barcelos, as equipes informaram que não conseguiram utilizar o hidrante disponível no imóvel durante a ocorrência.
A Suggar, por outro lado, afirmou que os sistemas de proteção contra incêndio instalados na fábrica passaram por vistoria técnica independente em julho deste ano.
Segundo a empresa, a inspeção foi realizada pela companhia de engenharia responsável pelo projeto de segurança contra incêndio e pânico. A fabricante afirma que hidrantes, sistema de detecção e alarme e iluminação de emergência foram revisados e submetidos a testes operacionais, com funcionamento validado na ocasião.
A empresa também declarou que o processo para obtenção do AVCB “seguia seu curso regular” e que, conforme a legislação estadual, a tramitação do documento não impede, por si só, o funcionamento da unidade.
Incêndio destruiu galpão
O incêndio começou por volta das 0h50 de sexta-feira (7), na fábrica localizada na Rua Professor Otílio Macedo, no bairro Pilar, na Região Oeste de Belo Horizonte.
Quando os bombeiros chegaram, grande parte do galpão utilizado como depósito de materiais estava tomada pelas chamas.
O fogo provocou o colapso do telhado e de outras estruturas da edificação. Ninguém ficou ferido.
Ao todo, 11 viaturas e 21 militares foram mobilizados para combater o incêndio. Devido à presença de materiais inflamáveis, como plástico, óleo combustível e óleos armazenados em máquinas, os bombeiros utilizaram espuma durante a operação.
Um dos galpões da unidade foi preservado, o que evitou que o fogo atingisse outras áreas da fábrica.
As causas do incêndio ainda serão investigadas.



