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Eleições 2026Minas Gerais

Sob pressão para apoiar Flávio, Zema resiste: “Sigo firme até o fim”

Zema lembrou virada na eleição mineira de 2018 e respondeu ao movimento para concentrar os votos da direita em Flávio Bolsonaro

30/09/2026 11:57, atualizado 30/09/2026 12:00
Luis Nova/Metrópoles
Romeu Zema

Belo Horizonte — Pressionado por aliados a desistir da corrida presidencial e apoiar Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) reafirmou nesta quarta-feira (30/9) que manterá a candidatura.

“Sigo firme até o fim. Em busca do que muitos dizem ser impossível”, escreveu Zema em uma publicação nas redes sociais. O candidato também lembrou a virada na eleição para o governo de Minas em 2018 para sustentar que ainda pode surpreender na disputa nacional. “Do mesmo jeito que, em Minas, na última semana saímos de 5% para 45%, eu estou aqui, dando a cara a tapa, sem depender disso para sobreviver”, afirmou o candidato do Novo.

Zema aparece distante dos líderes nas pesquisas nacionais. No levantamento AtlasIntel divulgado nessa terça (29/9), o mineiro tinha 0,9% das intenções de voto. Lula (PT) aparecia com 45,3%, e Flávio Bolsonaro, com 42,2%.

A proximidade entre os dois primeiros colocados aumentou a pressão para que as demais candidaturas de direita abandonem a disputa e concentrem votos em Flávio na tentativa de derrotar Lula ainda no primeiro turno.

Nos últimos dias, aliados do candidato do PL passaram a negociar uma eventual retirada de Zema. Integrantes do próprio Novo também defenderam a união da direita em torno de Flávio. O candidato ao Senado por Minas Marco Antônio Superman, filiado ao partido de Zema, declarou apoio ao presidenciável do PL e pediu que o ex-governador fizesse o mesmo.

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Em Minas, o governador Mateus Simões (PSD), principal aliado político de Zema, também afirmou preferir uma vitória de Flávio Bolsonaro.

Discurso contra a classe política

Na publicação, Zema retomou o discurso de outsider usado na campanha de 2018. O ex-governador afirmou que nunca teve padrinho, apoio da classe política ou necessidade de ocupar cargos públicos.

“Cheguei onde cheguei sem apoio nenhum. Graças a Deus e muitas noites sem dormir, conseguimos tirar o Titanic do fundo do mar em Minas”, afirmou.

A manifestação reforça a estratégia de Zema de resistir ao voto útil em Flávio e tentar reeditar nacionalmente o crescimento registrado na reta final da eleição mineira de 2018. Na terça-feira (29/9), ele já havia rejeitado a possibilidade de desistência ao afirmar que “fica muito feio para um time sair de campo antes do jogo acabar”.