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Minas Gerais

Samba, cachaça e Casa de Dona Beja viram patrimônio cultural em MG

Conep reconheceu tradições do samba e da cachaça de alambique e aprovou tombamento de imóvel histórico em Araxá

22/10/2026 19:58, atualizado 22/10/2026 19:59
Filipe Natanael / Secult
patrimônio cultural de Minas Gerais

Belo Horizonte – Minas Gerais ganhou três novos reconhecimentos para seu patrimônio cultural nesta quinta-feira (22/10). O Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) aprovou o registro das expressões do samba e dos modos de fazer cachaça de alambique como patrimônios imateriais, além do tombamento da Casa de Dona Beja, em Araxá, no Alto Paranaíba.

As decisões foram tomadas em reunião no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, e buscam preservar tradições populares, conhecimentos transmitidos entre gerações e construções ligadas à história mineira.

Samba mineiro ganha reconhecimento

O registro do samba valoriza a diversidade da manifestação cultural no estado e sua relação com a resistência e a identidade afro-mineira. Atualmente, Minas Gerais tem 246 grupos de samba cadastrados.

Raimundo Nonato da Silva, coordenador do coletivo de sambistas Mestre Conga, que solicitou a elaboração do dossiê para o reconhecimento, classificou a decisão como uma conquista histórica.

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“Hoje, é reconhecido como patrimônio cultural. Isso é uma vitória para os sambistas”, afirmou.

Cachaça de alambique terá saberes preservados

O reconhecimento dos modos de fazer cachaça de alambique busca valorizar técnicas tradicionais e os produtores que mantêm a atividade em Minas Gerais.

O estado lidera a produção nacional da bebida artesanal, com volume estimado em 13,5 milhões de litros por ano. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), são 630 alambiques registrados.

Carlos Alberto Pereira / Divulgaçãocachaça pinga Minas Gerais
O estado lidera a produção nacional da bebida artesanal, com volume estimado em 13,5 milhões de litros por ano

Sara Regina Santana Santos, integrante de uma família que produz a cachaça Guaraciaba há 62 anos, destacou que a medida pode ampliar a valorização da bebida e das famílias que vivem da atividade.

Casa de Dona Beja é tombada em Araxá

O terceiro reconhecimento aprovado pelo Conep foi o tombamento da Casa de Dona Beja, também conhecida como Pensão Tormim. O imóvel está ligado à história de Anna Jacintha de São José, figura marcante de Araxá no século 19.

Fundação Cultural Calmon BarretoCasa Dona Beja em Araxá
Casa Dona Beja em Araxá-MG

Construída entre as décadas de 1820 e 1830, a edificação preserva características da arquitetura urbana daquele período. Dona Beja teve influência social, econômica e política e ficou conhecida por desafiar os padrões morais de sua época.

Segundo a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, as três decisões contribuem para preservar a memória e as tradições de Minas Gerais.