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Minas Gerais

Saiba como escapar de ataques de abelhas e o que não fazer de jeito nenhum

Sargento do CBMMG explica o que fazer durante ataques e alerta para riscos de jogar água ou produtos químicos nos insetos

17/09/2026 02:00
Otávio Augusto/Metrópoles
Arte gráfica colorida de mulher gritando, protegendo rosto com as mãos espalmadas, de enxame de abelhas - Metrópoles

Belo Horizonte – Um ataque de abelhas registrado em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na segunda-feira (15/9), chamou a atenção para os cuidados que devem ser adotados e o que não se pode fazer de jeito nenhum diante de enxames e colmeias. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), a principal recomendação durante um ataque é se afastar rapidamente do local e procurar abrigo em um ambiente fechado e seguro.

De acordo com o sargento Allan Azevedo, do CBMMG, a pessoa deve proteger principalmente o rosto, a cabeça e o pescoço. Dependendo da situação, pode ser necessário correr para aumentar a distância em relação ao enxame.

“Não é indicado permanecer parado enquanto o enxame está atacando. O mais importante é não tentar enfrentar ou espantar as abelhas e aumentar a distância em relação ao foco do ataque”, explica o bombeiro militar.

No caso ocorrido em Ibirité, a vítima foi uma criança que, segundo relato da mãe, sofreu diversas picadas no rosto, pescoço e até na língua. Conforme o sargento, o estado de pânico pode dificultar a reação da vítima e impedir que ela consiga se afastar do local.

Nas imagens gravadas pelo motoboy que salvou a vítima, a estudante aparece do lado de fora da escola, com várias abelhas sobre a roupa e os braços. O motoboy se aproxima e tenta retirar os insetos do corpo dela com as próprias mãos e com a ajuda de um desodorante spray. Logo em seguida, a puxa para longe. Ele também levou dezenas de picadas.

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Como agir em casos de ataques

Em caso de ataque, as principais orientações são:

  • Afastar-se rapidamente do enxame ou da colmeia;
  • Proteger principalmente rosto, cabeça e pescoço;
  • Procurar imediatamente um local fechado e seguro;
  • Não bater ou tentar espantar as abelhas;
  • Não jogar água, fumaça, objetos ou produtos químicos nos insetos;
  • Evitar que outras pessoas, crianças e animais se aproximem da área;
  • Acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193 em situações de emergência;

Em caso de necessidade de atendimento médico, acionar o SAMU pelo 192.


Não tente espantar as abelhas

Durante um ataque, a orientação é não bater nas abelhas, tentar espantá-las ou jogar objetos, como pedras, pedaços de madeira ou chinelos, contra o enxame. Também não é recomendado utilizar água, fumaça, desodorante, perfume, inseticida ou outros produtos químicos.

“De forma geral, não devemos utilizar desodorante, perfume, inseticida, fumaça ou qualquer outro produto químico para tentar afastar as abelhas. Isso pode provocar ainda mais agitação dos insetos e aumentar o risco para a própria vítima e para quem está tentando prestar socorro”, alerta Azevedo.

No episódio de Ibirité, o rapaz utilizou desodorante na tentativa de afastar as abelhas da menina. Segundo o bombeiro, embora a atitude não seja recomendada, é possível que determinadas substâncias provoquem a dispersão dos insetos. No entanto, não é possível prever esse efeito durante um ataque, e o uso de produtos químicos pode aumentar o risco.

A recomendação é retirar a vítima da área de perigo e levá-la para uma residência, comércio, veículo ou outra edificação. Quem prestar socorro também deve evitar se aproximar sem proteção, já que pode ser atacado.

Jogar água também não é recomendado

Quando a menina chegou à escola após o ataque, professoras jogaram água sobre ela na tentativa de afastar as abelhas. Segundo o CBMMG, essa também não é uma estratégia segura.

Embora algumas abelhas possam morrer com a água, outras que estejam próximas podem ficar mais agitadas e provocar novas picadas. “Jogar água sobre a pessoa ou sobre as abelhas não é uma estratégia segura para controlar um ataque”, afirma o sargento.

Para quem precisar ajudar uma vítima, a orientação é proteger o próprio corpo com roupas que cubram a maior parte da pele, além de proteger rosto e pescoço. Calças, blusas e outras peças que cubram o corpo podem reduzir a exposição.

O que fazer ao encontrar uma colmeia?

A recomendação dos bombeiros também vale para situações em que uma colmeia ou enxame é identificado próximo a residências, postes, edifícios ou outros locais de circulação.

A população não deve tentar retirar a colmeia por conta própria. O local deve ser mantido isolado, com crianças e animais afastados. Também não se deve provocar os insetos com barulho, objetos ou produtos.

Quando houver risco para moradores ou outras pessoas, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193. A ocorrência passa por uma triagem para avaliar a gravidade e definir o atendimento adequado.

Nos casos em que não existe uma emergência ou risco imediato, a remoção pode ser feita por um profissional especializado, como um apicultor, que tenha equipamentos e técnicas adequados. Sempre que possível, a orientação é preservar a colônia.

Segundo o sargento Azevedo, a captura de abelhas costuma ser realizada no período noturno, quando os insetos estão mais agrupados, o que facilita o trabalho de remoção.

Quando chamar os bombeiros?

O CBMMG deve ser acionado quando houver uma situação de emergência ou risco envolvendo pessoas ou animais. O telefone 193 é o canal de emergência do Corpo de Bombeiros em Minas Gerais.

A principal recomendação, segundo o Sgto. Azevedo, é não tentar resolver sozinho uma situação envolvendo enxames ou colmeias. Uma intervenção inadequada pode provocar um ataque e transformar uma ocorrência inicialmente controlada em um caso com várias vítimas.