Reajuste de 4,11% para servidores da Prefeitura de BH será votado nesta 2ª
Projeto também altera gratificações e regras de progressão e promoção; votação do reajuste ocorre em 1º turno e ainda não será definitiva

Belo Horizonte — A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) deve votar, em primeiro turno, nesta segunda-feira (14/9), o projeto que concede reajuste de 4,11% aos servidores e empregados públicos da administração direta e indireta da Prefeitura de BH. A proposta está na pauta da reunião do plenário marcada para as 14h30.
De autoria do Executivo, o Projeto de Lei (PL) 908/2026 também prevê mudanças em gratificações, critérios de progressão e promoção dos servidores, além da criação de um Programa de Desligamento Voluntário e de alterações nas regras do Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores Públicos Municipais (RPPS).
Segundo estimativa apresentada pela prefeitura, as medidas terão impacto de pouco mais de R$ 213 milhões nas contas do município em 2026. Para 2027 e 2028, o impacto estimado é de aproximadamente R$ 788 milhões.
Para ser aprovado em primeiro turno, o texto precisa do apoio da maioria dos integrantes da Câmara, ou seja, ao menos 21 dos 41 vereadores.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesMudanças para os servidores
Além do reajuste remuneratório, o projeto altera critérios relacionados a progressão funcional, promoção, escolaridade, atribuições de cargos, benefícios, gratificações e licenças.
Na justificativa enviada à Câmara, o prefeito Álvaro Damião afirma que as medidas são resultado de negociações entre a administração municipal e as entidades representativas dos servidores.
Segundo o Executivo, as mudanças buscam tornar as normas mais claras e adequadas à realidade administrativa. A prefeitura também afirma que as medidas estão de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal e têm previsão orçamentária e financeira.
Desligamento voluntário
O PL também cria um Programa de Desligamento Voluntário destinado a empregados públicos das autarquias do Executivo que tenham se aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social até 12 de novembro de 2019. O programa ficará vigente até o fim de 2028.
Outra mudança envolve o Fundo Previdenciário (BHPrev). O projeto propõe retirar o atual teto para despesas administrativas, fixado em 0,66% da arrecadação.
De acordo com a prefeitura, o fundo possui atualmente mais de R$ 4,5 bilhões em recursos e demanda uma estrutura maior para administrar os investimentos.
24 emendas
Durante a tramitação na Câmara, a Comissão de Legislação e Justiça (CLJ) deu parecer pela constitucionalidade, legalidade e regimentalidade da proposta e apresentou 21 emendas.
As comissões de Administração Pública e Segurança Pública e de Orçamento e Finanças Públicas também deram parecer favorável ao projeto. Outras três emendas foram apresentadas, elevando para 24 o número de alterações sugeridas até o momento.
Caso consiga os 21 votos necessários nesta segunda-feira, o projeto retorna às comissões para análise das emendas antes de seguir para a votação definitiva.



