Quem era Eliana Tamietti, ciclista mineira que morreu em prova
Conhecida como “Lili”, atleta de 48 anos começou a pedalar aos 42, acumulou títulos no ciclismo de resistência
atualizado
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Belo Horizonte – , A despedida da ciclista mineira de ultradistância Eliana Tamietti, de 48 anos, que morreu durante o BikingMan — prova com percurso de 555 quilômetros entre cidades de São Paulo e Minas Gerais — no último sábado (9/5), ocorre, na tarde deste domingo (10/5). O sepultamento está marcado para as 15h, no Parque Renascer Cemitério e Crematório, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.
As circunstâncias da morte ainda são investigadas, mas Eliana tinha destaque em provas de longa distância. Ela foi vice-campeã mineira de ciclismo contra o relógio, em 2023, venceu duas vezes a prova Caminhos de Rosa 300 km, em 2023 e 2024, e completou as edições de 2024 e 2025 do BikingMan, competição de ultraciclismo realizada em estradas e montanhas.
Quem era a ciclista
Conhecida como “Lili”, ela foi homenageada pela equipe do evento, que destacou sua “coragem, generosidade, espírito aventureiro e paixão pela bicicleta”.
Nascida na capital mineira, a atleta começou a pedalar aos 42 anos e dizia que a bike havia transformado a sua vida. Em 2024, Eliana participou do podcast Endorfina, onde falou sobre sua trajetória.
Empresária, mergulhadora, aprendiz de saxofonista, ela contou que não tinha o hábito de praticar atividades físicas e que, durante muitos anos, levou uma vida sedentária.
Antes do ciclismo, trabalhava como professora de informática e precisou assumir a fábrica de embalagens da família, após a morte do pai.
Segundo ela, a mudança começou em 2019, quando decidiu procurar uma atividade física por causa de problemas de saúde relacionados ao sobrepeso.
Inspirada por um vídeo nas redes sociais, começou a pedalar aos 42 anos e se apaixonou pela modalidade. Com dedicação aos treinos, passou a disputar competições, perdeu peso, ganhou autoestima e fez novas amizades por meio do ciclismo.
O que se sabe sobre a morte
A competição teve largada em São José dos Campos, no interior de São Paulo, com percurso por cidades paulsitas e de Minas Gerais, passando pela Serra da Mantiqueira.
Em nota, o BikingMan informou que ainda não há informações conclusivas sobre o que causou a morte. “Apesar do rápido atendimento e de todos os esforços das equipes de resgate, ciclistas e suporte presentes no evento, Eliana não resistiu”, afirmou o comunicado.
Os dados do GPS indicam que Eliana Tamietti passou pelo ponto mais alto da prova, a 1.812 metros de altitude, por volta das 2h20. O percurso seguia normalmente até cerca de 4h27, horário em que ocorreu o resgate.
Prova foi mantida
Segundo a nota, a competição será mantida após decisão conjunta com a família da atleta. “Seguiremos com o evento honrando a vontade da Lili em percorrer os caminhos da Mantiqueira”, informou a organização. Veja a nota completa:
Ӄ com profunda tristeza que comunicamos o falecimento da atleta Eliana Tamietti nessa madrugada durante o BikingMan 555 Mantiqueira 2026.
Até o momento, não há informações conclusivas sobre as circunstâncias da sua morte, apesar do rápido atendimento e de todos os esforços das equipes de resgate, ciclistas e suporte presentes no evento, Eliana não resistiu, pedimos respeito e sensibilidade nesse momento de luto.
Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares, amigos e toda a comunidade do ciclismo, que hoje se despede de uma mulher admirada pela sua coragem, generosidade, espírito aventureiro, paixão pela bicicleta, que a levaram a tantas edições do Bikingman e outros desafios na sua vida esportiva.
Toda a equipe do BikingMan presta suas mais sinceras condolências e com a decisão em conjunto com a família seguiremos com evento honrando a vontade da Lili em percorrer os caminhos da Mantiqueira.”
