
PT vê efeito da crise no STF e busca reação após Flávio passar Lula em MG
Pela primeira vez desde o início da campanha eleitoral, uma pesquisa mostrou Flávio Bolsonaro à frente de Lula em Minas

Belo Horizonte – Lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) mineiro avaliam que a legenda vem sendo pressionada pela crise que afeta o Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente sobre a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, suspeito de coordenar uma fraude bancária de mais de R$ 50 bilhões; e sobre a condução dos inquéritos do INSS e do Banco Master por André Mendonça. A sigla busca reagir após Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passar Lula (PT) em Minas, na última pesquisa da Quaest, divulgada na terça-feira (8/9).
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) apontou que é necessário ao partido tirar a cortina de fumaça que envolve a Suprema Corte e, entre outras coisas, trabalhar para esclarecer os casos, principalmente as investigações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que apresenta a história de vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Desde que o caso do STF escalou, as pesquisas apontaram uma mudança em Minas Gerais, sobre o candidato mais bem colocado nos estudos. O estudo da Quaest, divulgado nesta terça-feira (8/9), mostra que, pela primeira vez, Flávio Bolsonaro (PL) apareceu à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os candidatos à presidência no estado, liderando com 40% entre o eleitorado mineiro, ficando três pontos percentuais acima do petista, apesar de ser um empate técnico. O resultado da pesquisa mostra uma simulação de segundo turno.
O entendimento, entre outras figuras importantes do partido, é que a campanha nas ruas pode ajudar a reverter o cenário que se desenha. O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) aponta que um caminho para tentar retomar a posição é deixar bem delimitado a diferença entre os programas do petista e do bolsonarista.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAtuação nas redes sociais
Correia pontua que ainda dá tempo de reverter o cenário, mas defende que é necessária uma forte atuação nas redes sociais e junto a militância nas ruas,
“Trabalhar os conceitos de direitos, que nós queremos aumentar e eles querem acabar; a questão da soberania, está claro que eles querem entregar o Brasil para um projeto norte-americano e a gente quer ampliar; e, por fim, a questão da democracia, e só podem fazer isso em um regime autoritário, por isso tentaram dar golpe, se alinham ao Trump na expectativa de ter um regime autoritário com ele e nós queremos ampliar a democracia”, afirmou.
A posição vai ao encontro da posição do deputado federal André Janones (Rede-MG) que vem, há alguns dias, defendendo uma atuação mais enérgica dos aliados do presidente Lula nas redes sociais e que alerta que, caso o discurso do “voto útil” da direita ganhe terreno e desidrate outros postulantes ao cargo, a tendência é que haja uma derrota de Lula ainda no primeiro turno.
“Se eles conseguirem pregar o voto útil e com isso desidratar Cury, Renan e Caiado, eles batem no primeiro turno”, publicou nas redes sociais.
Durante a segunda passagem de Flávio Bolsonaro por Minas Gerais em meio a campanha presidencial, o candidato aproveitou para celebrar os números positivos a ele no estado e voltou a repetir o mantra de que “quem ganha em Minas, ganha no Brasil”.









