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Eleições 2026Minas Gerais

PT vê efeito da crise no STF e busca reação após Flávio passar Lula em MG

Pela primeira vez desde o início da campanha eleitoral, uma pesquisa mostrou Flávio Bolsonaro à frente de Lula em Minas

10/09/2026 02:00, atualizado 10/09/2026 11:56
Metrópoles/Sam Pancher
Foto colorida de Flávio Bolsonaro - Metrópoles

Belo Horizonte – Lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) mineiro avaliam que a legenda vem sendo pressionada pela crise que afeta o Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente sobre a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, suspeito de coordenar fraude bancária de mais de R$ 50 bilhões, e sobre a condução dos inquéritos do INSS e do Banco Master por André Mendonça. A sigla busca reagir após Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passar Lula (PT) em Minas, na última pesquisa da Quaest, divulgada na terça-feira (8/9).

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) apontou que é necessário ao partido tirar a cortina de fumaça que envolve a Suprema Corte e, entre outras coisas, trabalhar para esclarecer os casos, principalmente as investigações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que apresenta a história de vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Desde que o caso do STF escalou, as pesquisas apontaram mudança em Minas Gerais quanto às intenções de voto. Levantamento Quaest divulgado na terça-feira (8/9) mostra que, pela primeira vez no estado, Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os candidatos à Presidência. O parlamentar lidera com 40% entre o eleitorado mineiro, ficando três pontos percentuais acima do petista, apesar de ser empate técnico. O resultado da pesquisa mostra simulação de segundo turno.

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Deputado Reginaldo Lopes não pode mais incluir armas no chamado "imposto do pecado"
Rogério Correia (PT-MG)
André Janones
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André Janones

Marina Ramos / Câmara dos Deputados
Deputado Reginaldo Lopes não pode mais incluir armas no chamado "imposto do pecado"
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Deputado Reginaldo Lopes não pode mais incluir armas no chamado "imposto do pecado"

Rogério Correia (PT-MG)
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Rogério Correia (PT-MG)

Reprodução/X

O entendimento, entre outras figuras importantes do partido, é que a campanha nas ruas pode ajudar a reverter o cenário que se desenha. O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) aponta que um caminho para tentar retomar a posição é deixar bem delimitada a diferença entre os programas do petista e os do bolsonarista.

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Atuação nas redes sociais

Correia pontua que ainda dá tempo de reverter o cenário, mas defende que é necessária forte atuação nas redes sociais e nas ruas.

“Trabalhar os conceitos de direitos, que nós queremos aumentar e eles querem acabar; a questão da soberania, está claro que eles querem entregar o Brasil para um projeto norte-americano e a gente quer ampliar; e, por fim, a questão da democracia, e só podem fazer isso em um regime autoritário, por isso tentaram dar golpe, se alinham ao Trump na expectativa de ter um regime autoritário com ele e nós queremos ampliar a democracia”, afirmou.

A posição vai ao encontro de posicionamento do deputado federal André Janones (Rede-MG), que vem, há alguns dias, defendendo atuação mais enérgica dos aliados do presidente Lula nas redes sociais e alertando que, caso o discurso do “voto útil” da direita ganhe terreno e desidrate outros postulantes ao cargo, a tendência é que haja derrota de Lula ainda no primeiro turno.

“Se eles conseguirem pregar o voto útil e com isso desidratar Cury, Renan e Caiado, eles batem no primeiro turno”, publicou nas redes sociais.

Durante a segunda passagem de Flávio Bolsonaro por Minas Gerais em meio à campanha presidencial, o candidato aproveitou para celebrar os números positivos no estado e voltou a repetir o mantra de que “quem ganha em Minas ganha no Brasil”.