Presidente do PSol e deputada trocam farpas após ela deixar partido pelo PT
Deputada acusou antiga legenda de violência política e rebateu provocação de Juliano Medeiros, presidente do PSol, nas redes sociais

Belo Horizonte — A deputada estadual, agora eleita federal, Bella Gonçalves (PT-MG) e o presidente nacional do PSol, Juliano Medeiros, trocaram farpas nas redes sociais nessa quarta-feira (28/10), após a petista comemorar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que permitiu à antiga legenda superar a cláusula de barreira.
Bella celebrou o resultado e destacou a importância do PSol para a esquerda brasileira. “Fico feliz pelo PSol ter superado a cláusula de barreira, pois é um partido de esquerda com uma militância aguerrida e parlamentares incríveis”, escreveu.
Na mesma publicação, porém, a ex-deputada criticou disputas internas que, segundo ela, prejudicaram o desempenho eleitoral da sigla. Bella também afirmou que deixou o partido após sofrer violência política por defender uma federação com o PT.
Com quase 100 mil votos eu teria sido eleita no PSOL querido. A questão é a forma violenta como vocês me trataram, além de uma divergência política sobre os rumos do Brasil. Você bem podia me respeitar como mulher e militante política com 19 anos de trabalho popular e 10 anos dedicados a construir o PSOL.
— Bella Gonçalves (@bellagoncalvs) October 28, 2026
Juliano rebateu a publicação com uma provocação: “Superamos a cláusula apesar de gente que foi embora garantir o seu mandato enquanto o PSol lutava para sobreviver”.
Bella respondeu: “Com quase 100 mil votos eu teria sido eleita no PSol, querido. A questão é a forma violenta como vocês me trataram, além de uma divergência política sobre os rumos do Brasil”. E continuou: “Você bem podia me respeitar como mulher e militante política com 19 anos de trabalho popular e 10 anos dedicados a construir o PSol”.
Entenda a decisão do TSE
Na terça-feira (27/10), o TSE decidiu, por unanimidade, que a federação PSol/Rede superou a cláusula de barreira, regra que estabelece um desempenho eleitoral mínimo para garantir acesso a recursos públicos e tempo de propaganda.
A federação havia alcançado o percentual exigido em oito estados, mas ficou com 1,4912% dos votos no Espírito Santo, abaixo dos 1,5% necessários. O TSE autorizou o arredondamento do resultado, permitindo que a sigla atingisse o mínimo em nove unidades federativas e mantivesse acesso aos fundos partidário e eleitoral.
