
Presidente do PSB indica mãe como suplente e gera atrito com PT em MG
Indicação da mãe de Otacílio Costa Neto para a primeira suplência de Marília Campos foi vista como um alto preço pela aliança com o PSB

Belo Horizonte — A decisão do PSB de compor a chapa do deputado federal Patrus Ananias (PT) na disputa ao governo de Minas Gerais acabou gerando um desconforto dentro da federação PT, PV e PCdoB. A definição do presidente estadual do PSB, Otacílio Costa Neto, de indicar a mãe ao cargo de primeira suplente da candidata ao Senado Marília Campos (PT), foi avaliada como um preço caro pago pela aliança.
Na madrugada desta quinta (6/8), a advogada e empresária Luciana Duca Costa, mãe de Otacílio Costa, e Laércio Cintra, ex-prefeito de Guaranésia e ex-assessor do senador Rodrigo Pacheco (PSB), foram indicados como suplentes de Marília.
“Mesmo tendo uma série de outros possíveis primeiros suplentes, como o Clésio Andrade, o Julvan Lacerda, prefeito, ex-prefeitos de cidades importantes, ele acabou colocando a mãe. Suplentes de senador ou têm sobrenome, ou têm dinheiro, ou têm voto”, afirmou ao Metrópoles uma fonte em condição de anonimato.
A avaliação de parte da federação é de que o ex-vice-governador Clésio Andrade; o ex-prefeito de Moema Julvan Lacerda; ou mesmo alguns dos “candidatos municipalistas”, grupo que envolve prefeitos e ex-prefeitos que vão se candidatar a cargos no Legislativo, seriam indicações com maior rigor “ético”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesCom o prazo para a definição das chapas se aproximando do final e o desejo de que o ex-procurador Jarbas Soares Júnior aceitasse entrar na vaga, o núcleo do PSB mineiro pressionou a liderança da federação a aceitar o nome da suplente.



