
Presidente do PL em MG pede fim de boicotes e intolerância: “Que vergonha!”
Zé Vitor pediu pacificação: "Tanta ofensa, intolerância, gente tratando o outro como inimigo só porque pensa diferente"

Belo Horizonte – O presidente do PL de Minas Gerais e deputado federal Zé Vitor fez um apelo, nesta sexta-feira (30/10), para que as pessoas parem de ver inimigos em quem votou e pensa diferente. Dizendo saber que vai “pagar um preço alto” por pedir a pacificação, o aliado de Flávio Bolsonaro (PL) disse que “uma coisa é perder a eleição, outra mais grave é perder a capacidade de respeitar uns aos outros”.
Zé Vitor criticou as campanhas de boicote que tomaram o país e são apoiadas por aliados dele, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), além de comportamentos agressivos devido a divergências políticas.
“Quando deixamos partidos políticos nos engolir? Que vergonha! Dos dois lados. Tanta ofensa, tanta intolerância, tanta gente tratando o outro como inimigo só porque ele pensa diferente”, discursou o mineiro Zé Vitor.
Ver esse post no Instagram
Ligado ao setor agropecuário, Zé Vitor criticou as manifestações de desprezo a quem recebe benefícios do governo, a quem vende bombom para ajudar a pagar as contas e as condenações aos produtores rurais por suas posições políticas.
“Convicção não é licença para crueldade e respeito não é sinal de fraqueza”, afirmou Zé Vitor.
Nikolas e os boicotes
Ao mesmo tempo, um dos membros mais importantes da legenda no estado, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), vem defendendo que consumidores deixem de frequentar locais por suas diferenças políticas.
Nikolas também ironizou a decisão de empresários de direita de não doarem para o projeto social Cozinheiros do Bem, que distribui refeições para pessoas em situação de rua em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Zé Vitor fala em autocrítica da direita
Na sua postagem, Zé Vitor disse que também ficou triste e revoltado com o resultado e que tem “críticas profundas à atuação da Justiça no processo eleitoral”, mas que é necessário que seja feita uma autocrítica da direita.
“Sofri muito com a derrota [do Flávio], mas também me decepcionei com parte do nosso grupo e comigo mesmo. Tenho que fazer aqui uma autocrítica. Nós não conseguimos mostrar com clareza a nossa capacidade de administrar melhor esse país e transformar a vida das pessoas”, disse. “A gente errou na linguagem, errou no formato. Precisa reconhecer”, disse ainda o deputado do PL.
