
Por apoio na ALMG e revisão de dívida, Cleitinho cola em Flávio e no PL
Governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) pode precisar dos 21 deputados estaduais do PL para governar Minas Gerais

Belo Horizonte – O governador eleito de Minas Gerais Cleitinho Azevedo (Republicanos) reforçou, nesta semana, o apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial e sua aliança com o Partido Liberal (PL), conforme já havia anunciado no início da campanha.
Além do já alardeado sentimento de gratidão com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por sua carreira política, o parlamentar busca apoio de Flávio, caso ganhe a presidência da República, para rever a dívida de Minas Gerais com a União e conseguir governabilidade em seu futuro mandato, para isso precisa de maioria na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Com seis deputados estaduais eleitos pela coligação do Republicanos com o Podemos, entre os 77 políticos da Casa, o PL conta com 21 cadeiras o que pode ter um impacto considerável neste objetivo de ter 39 votos para aprovação de projetos de maioria absoluta. Em caso de Proposta de Emenda à Constituição mineira, é necessário o apoio de 48 parlamentares.
A tendência é que outros partidos, que orbitam ao redor do PL, como o Novo, que conta com dois deputados estaduais, e o PRD, com três, também engrossem o grupo. Partidos identificados como centrão também podem vir a compor, como o PSD (9), o PP (5), União Brasil (3) e o Avante (2).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEm relação a renegociação da dívida do Estado com a União, que está estimada em cerca de R$ 200 bilhões, Flávio Bolsonaro se comprometeu a converter parte do valor em investimentos em infraestrutura e em segurança pública para Minas Gerais.
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O atual ministro da Fazenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Dario Durigan, chegou a afirmar que a atual gestão já ajudou o estado ao criar o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que renegocia os débitos dos estados com a União e tem previsão de equalização em 30 anos.
A aprovação do Propag, que foi costurado pelo governo federal, pelo então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB-MG); e pelo presidente da ALMG, Tadeu Martins Leite (MDB), permite que Minas Gerais pague a dívida podendo reduzir os juros de 4% a zero.
Para isso, o estado precisa amortizar 20% da dívida, investir o equivalente a 1% do valor em infraestrutura, educação e saúde e mais 1% em um fundo que será dividido igualmente entre todos os estados, incluindo aqueles que não possuem dívidas com o governo.
Apesar de apoio, Cleitinho Azevedo é visto com cautela por bolsonaristas
O senador Cleitinho Azevedo conta com o apoio de alguns integrantes do bolsonarismo, mas é visto com cautela por outros grupos.
O apoio a candidatura ao governo de Minas Gerais, segundo ele, não ocorreu durante o primeiro turno, por decisão do coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN) que não queria apoiar o político do Republicanos e preferiu manter o nome do empresário Flávio Roscoe (PL-MG) na disputa.
Com relação ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), principal cabo eleitoral de Flávio Bolsonaro, aliados classificam a relação dos dois como “respeitosa” em suas diferenças.
Nikolas afirma que a diferença entre eles se limita a discordâncias sobre pautas, que o deputado classifica de “populistas”. Normalmente, temas defendidos pelo Partido dos Trabalhadores, como o Fim da Escala 6×1 ou o Gás do Povo.












