Policial suspeita de forjar apreensão de drogas vai para prisão domiciliar.
Defesa apresentou laudos médicos, e Ministério Público foi favorável à conversão da prisão preventiva
Belo Horizonte – A Justiça de Minas Gerais converteu, nesta quarta-feira (30/9), a prisão preventiva da policial civil Ana Luiza Guimarães Carvalho em prisão domiciliar. Ela é investigada por suspeita de participação em uma suposta fraude durante uma operação de combate ao tráfico de drogas realizada em agosto, na região da Pampulha, em Belo Horizonte.
A decisão levou em consideração documentos e laudos médicos apresentados pela defesa. Segundo os advogados, Ana Luiza apresenta quadro de depressão intensa, apatia, prostração e ansiedade. O Ministério Público se manifestou favoravelmente à conversão da prisão com base em relatórios e documentos emitidos pela Casa de Custódia da Polícia Civil e pelo Hospital da Polícia Civil.
Além de Ana Luiza, os policiais civis Rodrigo Otávio e Rafael Egg seguem presos preventivamente na Casa de Custódia. Os três são investigados por suspeita de participação nas irregularidades relacionadas à operação.
Operação ocorreu em agosto
A ação foi realizada em 7 de agosto por agentes do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc). Os policiais cumpriam um mandado de busca e apreensão que tinha como alvos Matheus Bruno Andrade Fernandes, filho de uma policial civil, e o pai dele, Bruno Gleidson Fernandes.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDurante a operação, os agentes afirmaram ter encontrado uma arma e uma barra de maconha dentro da residência. Dias depois, porém, imagens registradas pelos próprios policiais levantaram suspeitas sobre a forma como a droga teria sido localizada, dando origem à investigação sobre uma possível fraude na apreensão.
Corregedoria investiga o caso
A Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais apura as circunstâncias da operação e a eventual participação dos agentes nas irregularidades.
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que recebeu o alvará de soltura de Ana Luiza Guimarães Carvalho e que realiza os procedimentos legais necessários para o efetivo cumprimento da ordem judicial.



