Polícia investiga ameaça de morte contra deputados de MG: "Matarei os 77"
Mensagens foram enviadas por e-mail aos deputados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais; Polícia Civil confirmou investigação

Belo Horizonte — A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga ameaças de morte enviadas por e-mail aos deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). As mensagens, encaminhadas nessa sexta-feira (6/11), incluem a frase “Matarei os 77”, em referência ao número de parlamentares da Casa.
Em resposta ao Metrópoles, neste sábado (7/11), a PCMG confirmou que apura o caso.
“Matarei os 77.”
Uma ameaça de morte foi enviada por e-mail para todos os deputados e deputadas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Um grave atentado à democracia, e as nossas vidas.
— Andréia de Jesus (@andreiadejesuus) November 7, 2026
“A Polícia Civil de Minas Gerais investiga supostas ameaças de morte dirigidas a deputados estaduais de Minas Gerais. As investigações prosseguem, com o objetivo de esclarecer integralmente os fatos e apurar eventuais responsabilidades criminais”, informou a corporação.
As mensagens foram atribuídas a um homem que se identifica como cabo da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA deputada estadual Leninha (PT), presidente em exercício da ALMG, formalizou, nessa sexta-feira, uma representação criminal contra o homem e aderiu ao pedido de medidas cautelares de proteção. Ela também acionou a delegada responsável pela investigação para orientar que os demais parlamentares se manifestem no processo.
“Grave atentado à democracia”
A deputada estadual Andréia de Jesus (PT) denunciou as ameaças nas redes sociais e cobrou uma investigação urgente para identificar o responsável. “‘Matarei os 77.’ Uma ameaça de morte foi enviada por e-mail para todos os deputados e deputadas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Um grave atentado à democracia, e às nossas vidas”, escreveu.
A parlamentar afirmou que ela e outras deputadas já convivem com ameaças e episódios de violência e intimidação.
“Eu e outras colegas deputadas sabemos o que é viver sob ameaça constante. Xingamentos, violências e tentativas de silenciamentos. Não podemos naturalizar qualquer tipo de ameaça ou intimidação”, declarou.
Andréia também pediu que as autoridades investiguem a possibilidade de uma ação organizada por trás das mensagens.
“Não vamos aceitar que o medo determine quem pode fazer política. Proteger nossas vidas e garantir o exercício dos nossos mandatos é defender a democracia”, acrescentou.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre a identificação do suspeito ou eventuais medidas adotadas durante a investigação.
