Polícia desmonta esquema de cigarros de palha falsificados em Minas
Marcas tradicionais de cigarro de palha produzidas por empresas em Várzea da Palma estariam sendo falsificadas; ninguém foi preso
atualizado
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou a Operação Dolos nesta quarta-feira (11/3) e apreendeu grande quantidade de maços de cigarros falsificados no norte do estado.
O trabalho investigativo é voltado ao enfrentamento de crimes contra a propriedade industrial. A ação teve como foco o combate à fabricação e à comercialização de cigarros de palha artesanais falsificados que vinham sendo colocados em circulação em várias cidades de Minas.
Marcas tradicionais produzidas por empresas regularmente estabelecidas no município de Várzea da Palma estariam sendo falsificadas.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos também nas cidades de Belo Horizonte, Lassance, Martinho Campos, Pará de Minas e Sete Lagoas. Durante a operação, foram apreendidas caixas de cigarros de palha, além de insumos e materiais utilizados na fabricação dos produtos falsificados.
Todo o material recolhido ainda será submetido a exame pericial. A análise técnica deverá auxiliar na comprovação da falsificação, na identificação da origem dos produtos e no aprofundamento das investigações.
De acordo com os levantamentos realizados pela Delegacia Regional de Pirapora, os produtos ilegais eram comercializados com embalagens e identificações semelhantes às originais, o que induzia consumidores ao erro e gerava prejuízos financeiros significativos aos fabricantes legítimos.
Conforme destacou o delegado regional em Pirapora, Diego Mattos de Vilhena, além dos prejuízos econômicos causados às empresas, a comercialização de cigarros falsificados representa risco à saúde pública, uma vez que esses produtos são fabricados sem qualquer controle sanitário ou fiscalização.
“As investigações prosseguem com o objetivo de identificar todos os envolvidos na cadeia de produção e distribuição dos itens falsificados. Os responsáveis poderão responder por crimes contra a propriedade industrial, entre outros delitos previstos na legislação penal”, explicou Vilhena.












