Polícia Civil esclarece latrocínio e prende 3 suspeitos na Grande BH. Vídeo

Crime começou como “desaparecimento”, teve motivação financeira e terminou com a prisão de três envolvidos; um adolescente segue procurado

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Belo Horizonte – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu a investigação sobre o desaparecimento do empresário Cristiano Barbosa da Silva, 50 anos, registrado em abril deste ano, e revelou que a vítima foi morta em um crime classificado como latrocínio — roubo seguido de morte.

Três suspeitos foram presos e um adolescente apontado como participante da ação ainda é procurado. Segundo os investigadores, o grupo agiu motivado por interesses financeiros e chegou a movimentar cerca de R$ 40 mil das contas da vítima antes do assassinato.

O desaparecimento de Cristiano, inicialmente comunicado por familiares e amigos, levou a Polícia Civil a desvendar uma trama criminosa marcada por sequestro, roubo, homicídio, ocultação de cadáver e destruição de provas.

Durante coletiva de imprensa, investigadores da Divisão de Referência à Pessoa Desaparecida destacaram que o caso reforça a importância de registrar imediatamente ocorrências de desaparecimento quando há quebra repentina da rotina da vítima.

“A investigação começou assim que o desaparecimento foi comunicado. Isso foi fundamental para que conseguíssemos chegar rapidamente aos autores”, afirmou o delegado Matheus, responsável pelo caso.

Desaparecimento levantou suspeitas

As investigações começaram após a ex-companheira da vítima estranhar a forma como a filha do casal, de 9 anos, foi devolvida à sua residência no dia 20 de abril. A criança foi deixada por outra pessoa, sem os pertences pessoais e sem a presença do pai.

Diante da impossibilidade de contato com o empresário, o desaparecimento foi registrado. Segundo a Polícia Civil, desde os primeiros levantamentos os investigadores descartaram a hipótese de desaparecimento voluntário.

Além da quebra de rotina, amigos relataram que Cristiano mantinha uma vida considerada estável e não costumava ficar sem dar notícias.

Motivação financeira

De acordo com a investigação, um dos principais suspeitos era próximo da vítima e sabia que Cristiano havia recebido cerca de R$ 50 mil após a venda de uma motocicleta.

A Polícia Civil apurou que o grupo planejou o crime com o objetivo de obter acesso ao dinheiro da vítima. As investigações também identificaram a participação de um quarto envolvido, apontado como mentor intelectual da ação, que teria interesse em receber valores de um seguro de vida relacionado ao empresário.

Segundo os investigadores, rivalidades pessoais e desentendimentos anteriores também contribuíram para a execução do plano criminoso.

Sequestro e movimentação bancária

A polícia apurou que Cristiano foi rendido dentro da própria residência durante a madrugada de 20 de abril. Após ser dominada pelos criminosos, a vítima foi colocada em um veículo e mantida sob poder do grupo por várias horas.

Imagens de câmeras de segurança, sistemas de monitoramento urbano e dados de rastreamento permitiram reconstruir o trajeto percorrido pelos suspeitos em diferentes cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Durante o período em que esteve sequestrada, a vítima foi obrigada a fornecer acesso a contas bancárias e aplicativos financeiros. Os criminosos conseguiram transferir aproximadamente R$ 40 mil antes de consumarem o homicídio.

Corpo foi localizado semanas depois

As investigações apontam que Cristiano foi morto em uma estrada rural na região de Sabará.

O corpo foi encontrado cerca de um mês depois, no dia 15 de maio deste ano, em avançado estado de decomposição. Segundo a Polícia Civil, exames periciais ainda vão complementar a apuração sobre a causa exata da morte.

Os investigadores também descobriram que o veículo da vítima foi incendiado dias após o crime, numa tentativa de dificultar a produção de provas.

Prisões

Ao longo da investigação, a Polícia Civil identificou quatro participantes no crime. Três deles já foram presos, incluindo um suspeito localizado no Distrito Federal. Um adolescente apontado como integrante da ação ainda não foi encontrado.

Para o investigador Geraldo Gilmar, o trabalho representa uma resposta à sociedade diante da gravidade do caso.

“Trata-se de um crime motivado por interesse patrimonial. A rápida identificação e prisão dos envolvidos é uma resposta do Estado e traz algum conforto para a família da vítima”, afirmou.

Alerta da Polícia Civil

A Polícia Civil reforçou que não existe prazo mínimo para registrar o desaparecimento de uma pessoa.

Segundo os investigadores, qualquer mudança brusca de rotina, especialmente quando há interrupção de contatos habituais ou comportamento incomum, deve ser comunicada imediatamente às autoridades.

“O desaparecimento deve ser registrado assim que houver suspeita. Não é necessário esperar 24 horas”, alertaram os responsáveis pela investigação.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações