Polícia abre inquérito e ouve testemunhas sobre morte de PM e esposa em MG
O PM Alan Moreira da Silva, de 45 anos, e Vanessa de Oliveira Borges, de 43, foram encontrados mortos dentro de apartamento em Itaúna

Belo Horizonte – Testemunhas do caso envolvendo o policial militar Alan Moreira da Silva, de 45 anos, e a esposa, Vanessa de Oliveira Borges, de 43, encontrados baleados dentro de um apartamento em Itaúna, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais, nesse domingo (13/9), serão ouvidas ao longo desta segunda-feira (14/9). A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
De acordo com a nota, a polícia instaurou inquérito policial e disse que elementos foram recolhidos e serão analisados no decorrer das investigações, a fim de contribuir para o esclarecimento do caso. “A PC esclarece que a apuração está em andamento e, tão logo os laudos periciais sejam concluídos, serão divulgadas novas informações sobre o caso”, diz o texto.
Problemas conjugais
Segundo o boletim de ocorrencia, o casal enfrentava problemas conjugais recentes e discutiam com frequência. Segundo parentes, Vanessa levou os dois filhos, de 14 e 4 anos, para a casa de uma familiar por volta das 6h30. Ela teria dito que precisava resolver questões relacionadas a documentos e, antes de sair, deixou uma pasta.
Após a saída de Vanessa, a familiar encontrou uma espécie de dossiê com fotografias e vídeos de Alan interagindo com outras mulheres, além de supostas provas de infidelidade.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA testemunha afirmou que, se soubesse do conteúdo, teria tentado impedir Vanessa de sair, por receio de que ela fizesse alguma “besteira”.
Posteriormente, a familiar corrigiu parte do relato e afirmou que o material não estava em uma pasta, mas em um notebook. Ainda conforme o boletim de ocorrência, ela tentou entrar em contato com Vanessa após encontrar o conteúdo, mas não obteve resposta.
O crime
De acordo com o registro policial, a PM foi acionada por volta das 13h30 para atender a um chamado de disparo de arma de fogo em um imóvel de dois pavimentos na Rua Crispim Rodrigues, no bairro Juscelino Kubitschek.
Segundo o registro policial, familiares estranharam a falta de contato com Alan e Vanessa. O irmão do militar entrou no imóvel após a abertura da porta por um chaveiro e encontrou os dois no quarto.
Alan estava sobre a cama, deitado de barriga para cima, com um ferimento na cabeça. Próximo a Vanessa, que estava caída no chão, havia uma arma de fogo. Ela também apresentava ferimento na cabeça, mas ainda respirava.
Os policiais prestaram socorro à mulher e a levaram até uma viatura enquanto aguardavam a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Vanessa foi encaminhada ao Hospital Manoel Gonçalves, onde morreu.
Perícia encontrou projétil debaixo da cama
A perícia da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) foi acionada e encontrou uma cápsula de munição no chão da cozinha. Durante a movimentação do corpo do policial, também foi localizado um projétil embaixo da cama.
Segundo o boletim, Alan apresentava um ferimento na testa aparentemente provocado por um disparo de arma de fogo. O perito informou, naquele momento, que ainda não era possível determinar o ponto exato de entrada do projétil.
A perícia recolheu uma pistola Imbel calibre .40 pertencente à carga da Polícia Militar, dois cartuchos intactos, um cartucho deflagrado, dois projéteis, um celular de Alan e um aparelho de Vanessa. Outros materiais funcionais do policial, como coletes balísticos, algema e munições, também foram recolhidos.



