Pai e filho agridem garçom de 67 anos por conta de R$ 1,4 mil em bar de BH
A Polícia Civil informou que instaurou inquérito para investigar a denúncia de lesão corporal; os dois envolvidos foram ouvidos e liberados

Belo Horizonte – Um garçom, de 67 anos, foi agredido por um homem, de 48 anos, e pelo filho dele, de 19, após discordarem do valor da conta. Os dois foram presos na madrugada desta sexta-feira (30/10), por volta de 1h14, em um bar, localizado na avenida do Contorno, no bairro Santa Efigênia, região Leste da capital mineira. Os dois foram ouvidos, liberados e vão responder ao processo em liberdade.
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), os clientes questionaram o valor R$ 1,4 mil na conta de consumo. Segundo o boletim, estavam sendo cobradas uma garrafa de Campari, dez doses de cachaça e 13 cervejas, sem mencionar outros itens.
Além de questionarem o valor, na hora de efetuar o pagamento, o cartão de crédito não autorizou o pagamento. Uma pessoa que estava com o grupo disse que pagaria o valor em dinheiro.
Como os ânimos estavam exaltados, a gerente solicitou que um outro garçom prosseguisse com o atendimento da mesa e pediu que o garçom de 67 anos saísse. O profissional reclamou da postura dos clientes e, ao se dirigir em direção à garagem, pai e filho passaram a agredi-lo. Ele teve um corte na cabeça.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesConfusão generalizada
Ao perceberem a agressão, outros clientes tentaram defender o garçom, o que gerou uma confusão generalizada. A PMMG foi acionada e prendeu os dois homens por lesão corporal.
As pessoas que entraram na confusão saíram do local antes da chegada da polícia e não foram localizadas.
Com escoriações leves, pai e filho foram encaminhados à UPA Centro-Sul para receber atendimento médico e, depois, à delegacia.
O garçom foi levado para atendimento médico, no Hospital João XXII, porque teve um corte na cabeça. Ele não quis fazer representação criminal contra os agressores, mas a polícia informou que ele tem um prazo legal de seis meses, caso queira fazer a representação.
O Chopp da Fábrica foi procurado pelo Metrópoles para se manifestar, mas até o momento da publicação não obtivemos resposta. O espaço está aberto.
Investigação
A Polícia Civil informa que instaurou inquérito para investigar a denúncia de lesão corporal e que os dois envolvidos foram ouvidos e liberados.
“Dois suspeitos, um homem de 48 anos e um de 19, foram conduzidos e ouvidos por meio da Central Estadual do Plantão Digital. Eles foram liberados a seguir, e seguem sendo investigados”, informa.
Ainda de acordo com a PCMG o caso foi destinado à 1ª Delegacia de Polícia Civil Centro.
