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Eleições 2026Minas Gerais

O impacto do desgaste de Flávio na aliança com o Republicanos em MG

Republicanos quer vaga de governador e vice para a disputa eleitoral, PL, que chegou a falar em cabeça de chapa, ficaria com nomes ao Senado

20/05/2026 02:15, atualizado 20/05/2026 06:30
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Carlos Moura/Agência Senado; Geraldo Magela/Agência Senado
Senadores Cleitinho Azevedo e Flávio Bolsonaro

Belo Horizonte – Em meio a revelações que apontam para relação entre o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, políticos bolsonaristas tentam evitar que o episódio respingue na aliança recém-fechada com o Republicanos em Minas Gerais, mas a negociação ficou mais favorável ao grupo do senador Cleitinho Azevedo.

“Essa aliança com o PL, a gente está conversando via partido. Sobre a questão do Flávio, é uma situação que ele tem que se explicar, que resolver. Sobre questão de partido, é muito importante a gente estar junto nessa composição do estado. (…) Nada melhor que o próprio Flávio para dar as devidas respostas sobre o caso”, disse o presidente do Republicanos em Minas, deputado federal Euclydes Pettersen.

Um político bolsonarista disse que tudo caminha para que haja acerto entre as partes, mas que seguem acompanhando qualquer impacto que o caso pode ter em relações regionais. Sobre as denúncias, ele comentou que esse “é o tipo de assunto que é melhor não mexer demais”.

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Senador Cleitinho (Republicanos-MG)
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL)
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Pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL)

Ton Molina/Agência Senado
Senador Cleitinho (Republicanos-MG)
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Senador Cleitinho (Republicanos-MG)

Reprodução
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

Arte sobre foto de divulgação

Contudo, a composição parece ter ganhado novo preço. Quando houve o anúncio de que as duas siglas construiriam candidatura conjunta no estado, há uma semana, o presidente do PL mineiro, deputado federal Zé Vitor, afirmou que o partido não abre mão de ter um dos seus quadros na chapa e que, inclusive, não descartava a possibilidade de encabeçar a disputa, mesmo com Cleitinho aparecendo à frente nas pesquisas eleitorais.

Agora, segundo políticos dos dois partidos, o senador Celitinho e o Republicanos trabalham para que o vice também seja da sigla e que o PL ficaria com uma ou as duas vagas ao Senado na chapa.

O deputado federal Domingos Sávio já é um dos candidatos da legenda e, caso sejam acordadas as duas, a outra não necessariamente seria para um correligionário, podendo ficar com o PP, que hoje tem como pré-candidato ao cargo majoritário do Legislativo Marcelo Aro, ou com outro partido alinhado ideologicamente.

Ao ser questionado se a candidatura poderia ter dois nomes do Republicanos como candidatos ao governo e a vice, Pettersen afirmou que “é uma composição que hoje está bem consolidada”. O nome que o grupo quer para integrar é o do ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios Luiz Eduardo Falcão.

“É o nosso vice. A gente tem uma aproximação muito grande, porque, com essa indecisão, o Falcão foi se aproximando cada vez mais e ajudando o plano de governo”, explicou Pettersen sobre a predileção pelo correligionário.

Unificar em torno de Cleitinho

O presidente do Republicanos em Minas, Euclydes Pettersen, disse que agora é o momento de políticos de direita se unificarem em torno do nome mais viável para a disputa.

“Está chegando o momento de cada um digerir todo o trabalho que foi feito para a gente entender qual é o melhor nome, quem tem mais viabilidade eleitoral e decidir isso o mais rápido possível”, afirmou.

Pettersen afirma que o discurso de conversão pelo nome mais viável foi reverberado inclusive pelo pré-candidato Mateus Simões (PSD), sucessor do governador Romeu Zema (Novo).

O governador Mateus Simões (PSD) buscou atrair, ao longo dos últimos meses, o apoio da família Bolsonaro, mas, mesmo com a decisão do PL de caminhar com o partido de Cleitinho, decidiu manter seu nome na disputa ao Palácio Tiradentes.