O impacto do desgaste de Flávio na aliança com o Republicanos em MG
Republicanos quer vaga de governador e vice para a disputa eleitoral, PL, que chegou a falar em cabeça de chapa, ficaria com nomes ao Senado
atualizado
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Belo Horizonte – Em meio a revelações que apontam para uma relação entre o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, políticos bolsonaristas tentam evitar que o episódio respingue na aliança recém-fechada com o Republicanos em Minas Gerais, mas a negociação ficou mais favorável ao grupo do senador Cleitinho Azevedo.
“Essa aliança com o PL, a gente está conversando via partido. Sobre a questão do Flávio, é uma situação que ele tem que se explicar, que resolver. Sobre questão de partido, é muito importante a gente estar junto nessa composição do estado. (…) Nada melhor que o próprio Flávio para dar as devidas respostas sobre o caso”, disse o presidente do Republicanos em Minas, o deputado federal Euclydes Pettersen.
Um político bolsonarista disse que tudo caminha para que haja acerto entre as partes, mas que seguem acompanhando qualquer impacto que o caso pode ter em relações regionais. Sobre as denúncias, ele comentou que esse “é o tipo de assunto que é melhor não mexer demais”.
Contudo, a composição parece ter ganho um novo preço. Quando houve o anúncio de que as duas siglas construiriam uma candidatura conjunta no Estado, há uma semana, o presidente do PL mineiro, o deputado federal Zé Vitor, afirmou que o partido não abre mão de ter um dos seus quadros na chapa e que, inclusive, não descartava a possibilidade de encabeçar a disputa, mesmo com Cleitinho aparecendo à frente nas pesquisas eleitorais.
Agora, segundo políticos dos dois partidos, o senador Celitinho e o Republicanos trabalham para que o vice também seja da sigla e que o PL ficaria com uma ou as duas vagas ao Senado na chapa.
O deputado federal Domingos Sávio já é um dos candidatos da legenda e, caso sejam acordadas as duas, a outra não necessariamente seria para um correligionário, podendo ficar com o PP, que hoje tem como pré-candidato ao cargo majoritário do Legislativo, Marcelo Aro, ou com outro partido alinhado ideologicamente.
Ao ser questionado se a candidatura poderia ter dois nomes do Republicanos como candidatos ao governo e a vice, Pettersen afirmou que “é uma composição que hoje está bem consolidada”. O nome que o grupo quer para integrar é o do ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios, Luiz Eduardo Falcão.
“É o nosso vice. A gente tem uma aproximação muito grande, porque, com essa indecisão, o Falcão foi se aproximando cada vez mais e ajudando o plano de governo”, explicou Pettersen, sobre a predileção pelo correligionário.
Unificar em torno de Cleitinho
O presidente do Republicanos em Minas, Euclydes Pettersen, disse que agora é o momento de políticos de direita se unificarem em torno do nome mais viável para a disputa.
“Está chegando o momento de cada um digerir todo o trabalho que foi feito para a gente entender qual é o melhor nome, quem tem mais viabilidade eleitoral e decidir isso o mais rápido possível”, afirmou.
Pettersen afirma que o discurso de conversão pelo nome mais viável foi reverberado inclusive pelo pré-candidato Mateus Simões (PSD), sucessor do governador Romeu Zema (Novo).
O governador Mateus Simões (PSD), buscou atrair, ao longo dos últimos meses, o apoio da família Bolsonaro, mas, mesmo com a decisão do PL de caminhar com o partido de Cleitinho, decidiu manter seu nome na disputa ao Palácio Tiradentes.






