Novo veranico chega a MG e pode trazer calor de até 39°C ao estado
Fenômeno deve atingir principalmente o interior do estado, com máximas de até 39°C e tempo seco até 19 de agosto

Belo Horizonte — Minas Gerais deve enfrentar uma nova sequência de dias quentes e secos a partir desta quarta-feira (12/8). Segundo o Climatempo, um novo veranico deve atingir parte do estado e permanecer até 19 de agosto, com temperaturas que podem chegar a 39°C.
As regiões mais afetadas devem ser o Triângulo Mineiro e o Noroeste, além de áreas do Sul de Minas. Nesses locais, as máximas podem ficar pelo menos 3°C acima do normal para esta época do ano e, em alguns dias, chegar a até 5°C acima da média histórica de agosto (27ºC).
Calor ganha força no interior
O novo período de calor faz parte de uma área mais ampla que avança pelo interior do Brasil. Conforme o Climatempo, a circulação dos ventos deve dificultar a entrada de massas de ar frio de origem polar no interior do país.
Ao mesmo tempo, a atuação de um sistema de alta pressão deve reduzir a formação de nuvens e favorecer a presença de mais horas de sol. Com menos nebulosidade e menor influência do ar frio, as temperaturas tendem a subir gradualmente.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA tendência é de tempo predominantemente seco em diferentes regiões de Minas Gerais durante o período.
Belo Horizonte terá temperaturas em elevação
A capital mineira não está entre as áreas que devem sentir os efeitos mais intensos do veranico. O calor mais forte deve se concentrar principalmente no interior e no oeste do estado.
Ainda assim, Belo Horizonte também terá elevação gradual das temperaturas e redução da umidade relativa do ar durante as tardes.
Na quarta-feira (12), a previsão da Defesa Civil de Belo Horizonte indica céu nublado a parcialmente nublado, com possibilidade de nevoeiro ao amanhecer. A temperatura mínima prevista é de 14°C, enquanto a máxima deve chegar a 28°C.
A umidade relativa do ar pode atingir cerca de 35% durante a tarde. A Defesa Civil alerta para a elevação gradual das temperaturas e para o tempo seco nos próximos dias.
Na terça-feira (11), a temperatura máxima registrada na capital foi de 26,6°C, com umidade relativa mínima de 50%, às 13h, na regional Pampulha, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Madrugadas devem continuar frescas
Apesar do aumento do calor durante o dia, as madrugadas devem continuar com temperaturas mais amenas em boa parte do estado.
Essa diferença entre tardes quentes e secas e manhãs e madrugadas mais frescas é uma das características do veranico. O fenômeno ocorre durante períodos que normalmente seriam marcados por temperaturas mais baixas, como o outono e o inverno.
O tempo seco também pode favorecer o ressecamento da pele e a irritação das vias respiratórias, principalmente nas regiões onde a umidade relativa do ar atingir níveis mais baixos.
Fenômeno não é considerado onda de calor
Apesar das temperaturas elevadas, o período previsto para Minas Gerais não deve ser classificado como uma onda de calor.
O veranico é caracterizado por uma sequência de pelo menos quatro a cinco dias de calor, sol e tempo seco durante o outono ou o inverno, quando seria esperado um clima mais frio ou ameno.
As noites e madrugadas, porém, tendem a permanecer relativamente frescas.
Já a classificação de onda de calor considera uma elevação mais intensa e persistente das temperaturas, com valores pelo menos 5°C acima da média durante vários dias consecutivos em uma área extensa. O fenômeno também leva em conta a persistência do calor durante as noites.
De acordo com a previsão, essas condições não devem ocorrer de maneira abrangente entre 12 e 19 de agosto.
Terceiro veranico do inverno
O período previsto para os próximos dias será o terceiro veranico registrado durante o inverno de 2026.
O primeiro ocorreu entre 17 e 24 de julho. O segundo foi registrado entre 3 e 7 de agosto. Neste último, os termômetros da capital mineiras chegaram a registrar 38,4º.
Segundo o Climatempo, a nova ocorrência deve ser mais longa e abrangente que as duas anteriores, com maior impacto sobre as regiões do interior de Minas Gerais.
Além dos efeitos sobre a saúde provocados pela baixa umidade, períodos prolongados de calor e estiagem podem aumentar a perda de água do solo e afetar lavouras em fases de desenvolvimento.



