Nova espécie de planta é descoberta na Serra do Espinhaço, em Minas
Espécie Eriope barrinhae foi identificada no Parque Estadual Caminhos dos Gerais, no Norte de Minas, e reforça importância da conservação.

Belo Horizonte – Uma nova espécie botânica foi descoberta no Norte de Minas Gerais durante expedições científicas realizadas no entorno do Parque Estadual Caminhos dos Gerais
A espécie pertence ao gênero Eriope e apresenta características que a diferenciam de outras já conhecidas, como a coloração lilás intensa das pétalas e uma combinação singular de pelos curtos e longos distribuídos irregularmente em suas estruturas vegetais. Essas particularidades foram fundamentais para sua identificação como uma espécie inédita.
O nome homenageia o servidor do IEF Alessandre Custódio Jorge, conhecido como “Barrinha”, que atua há anos na conservação ambiental e no apoio a pesquisas científicas na região. Segundo ele, o reconhecimento simboliza sua trajetória dedicada à proteção da biodiversidade mineira.

A descoberta reforça a importância ecológica do Espinhaço Setentrional, uma das regiões mais relevantes do país para a conservação da flora. A espécie, até o momento registrada apenas em uma área restrita do parque, pode estar em situação de vulnerabilidade devido à sua distribuição limitada.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesPesquisadores destacam que a preservação desse tipo de descoberta vai além do valor científico, podendo abrir caminhos para estudos sobre potenciais usos medicinais ou culinários no futuro. A ocorrência também evidencia a necessidade de ampliar ações de proteção em ecossistemas sensíveis sujeitos a pressões ambientais.
Programa de conservação
A identificação da Eriope barrinhae é resultado de iniciativas de pesquisa e conservação apoiadas pelo Plano de Ação Territorial para Conservação de Espécies Ameaçadas do Espinhaço Mineiro (PAT Espinhaço Mineiro), com apoio de programas como o Pró-Espécies e o Copaíbas.
Desde 2023, expedições na região já resultaram na descrição de mais de 15 novas espécies de plantas, consolidando o Norte de Minas como uma área de grande relevância para descobertas botânicas e para o avanço do conhecimento científico sobre a biodiversidade brasileira.



