Mulher com a “pior dor do mundo” se forma em medicina veterinária
Carolina Arruda concluiu Medicina Veterinária no dia em que completou 30 anos: “Que presente!”

Belo Horizonte — Conhecida por compartilhar a rotina de tratamento contra a neuralgia do trigêmeo, condição neurológica descrita como uma das dores mais intensas do mundo, Carolina Arruda, de 30 anos, realizou um sonho de infância: se formou em medicina veterinária.
A conquista foi compartilhada pela mineira nas redes sociais nessa quarta-feira (30/9). Carolina contou que precisou interromper os estudos em alguns momentos para cuidar da saúde e que, durante os anos de faculdade, passou por 11 cirurgias, centenas de internações e crises de dor.
“O presente que eu sonhei a vida inteira: sou formada em Medicina Veterinária. Fiz meu juramento e posso dizer: eu sou médica veterinária”, comemorou.
Carolina convive com a neuralgia do trigêmeo desde 2013. A condição provoca crises severas e incapacitantes de dor no rosto. A jovem ganhou repercussão ao compartilhar os impactos da doença na rotina e os diferentes tratamentos realizados na tentativa de controlar os sintomas.
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No relato sobre a formatura, ela lembrou: “Eu entrei na faculdade andando com as minhas duas pernas e hoje saio dela em uma cadeira de rodas. Minha vida mudou completamente nesse meio tempo, mas uma coisa nunca mudou: a minha vontade de chegar até aqui”, escreveu.
Segundo Carolina, ao longo do caminho, ela chegou a ouvir de outras pessoas que deveria abandonar a graduação e que, mesmo se conseguisse concluí-la, poderia não exercer a profissão. Ainda assim, decidiu continuar.
“Muita gente me disse para desistir. Que eu não conseguiria terminar. Que, mesmo terminando, talvez eu nunca conseguisse atuar na profissão. Mas eu nunca quis desistir”, contou.
A formatura teve ainda um significado especial por coincidir com o aniversário dela. “A Carol de 30 anos realizou o que a Carol criança tanto desejou. Eu estou formada. Sou médica veterinária. E estou muito feliz!”, celebrou.
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Perseguição nas redes sociais
Além dos desafios relacionados à saúde, Carolina denunciou, em 2026, que vinha sendo perseguida havia anos por um homem que, segundo ela, se infiltrou entre seus seguidores e passou a monitorar sua vida pessoal, a rotina médica e as atividades nas redes sociais.
Segundo a jovem, o homem teria se aproximado fingindo ser um paciente com neuralgia do trigêmeo que precisava de ajuda. Carolina afirmou que ele passou a demonstrar comportamento obsessivo e a fazer acusações e ameaças.
Com medo, a jovem registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil de Bambuí, no Centro-Oeste de Minas Gerais. No documento, denunciou perseguição virtual, ameaças, uso de perfis falsos e crimes contra a honra nas redes sociais. O caso passou a ser investigado pela delegacia do município.



