MPT abre investigação para apurar fala de Zema sobre trabalho infantil
Pré-candidato ao Planalto, Zema afirmou que, se eleito, quer criar possibilidades para crianças trabalharem; ele foi alvo de representação
atualizado
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Belo Horizonte — O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu uma investigação para apurar declarações do ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) sobre a possibilidade de ampliar oportunidades de trabalho para crianças no Brasil. Na ocasião, o político mineiro foi duramente criticado.
A apuração foi instaurada após representação apresentada pela Frente Parlamentar Mista de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem, presidida pelo deputado federal Túlio Gadêlha (PSD).
Segundo o MPT de Minas Gerais, foi aberta uma “notícia de fato” para investigar as manifestações de Zema. O órgão informou que o caso está em análise e que “medidas cabíveis” poderão ser adotadas após a apuração.
Entenda o caso
A polêmica começou após uma entrevista concedida por Zema, na qual ele afirmou que, se eleito presidente, pretende discutir mudanças na legislação para ampliar oportunidades de trabalho para menores. Durante a fala, o ex-governador utilizou o termo “criança” ao defender a ideia.
“Toda criança pode estar ajudando com questões simples, com questões que estão ao alcance dela”, defendeu Zema durante entrevista ao Podcast Inteligência Ltda.
Na sequência, Zema citou exemplos de atividades consideradas simples e comparou a situação brasileira à dos Estados Unidos, mencionando adolescentes que entregam jornais para obter renda extra.
Após a repercussão negativa, a equipe do pré-candidato divulgou um novo posicionamento. Desta vez, Zema trocou o termo “criança” por “adolescente” e afirmou defender a ampliação de programas de aprendizagem, sem prejuízo aos estudos.
