MP recorre de absolvição de mãe que cortou pênis do abusador da filha

Mãe de 42 anos foi absolvida pelo Tribunal do Júri em Minas Gerais após matar e mutilar homem que abusou da filha

atualizado

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Belo Horizonte – Ministério Público informou que vai recorrer da decisão que absolveu a ré Erica Pereira da Silveira Vicente, de 42 anos, das acusações de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. 

Ela respondia por esses crimes após a morte de Everton Amaro da Silva, ocorrida em março de 2025 no bairro Taquaril, região Leste da capital mineira.

A mãe julgada por matar, mutilar e ocultar o cadáver de um homem que estaria abusando de sua filha de 11 anos foi inocentada na terça-feira (24/3) em Minas Gerais.

A 7ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Belo Horizonte entendeu que a absolvição da ré é incompatível com as provas constantes nos autos, por este motivo o MPMG pretende solicitar a anulação do júri. 

Relembre o caso

O 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte absolveu a ré Erica Pereira da Silveira Vicente, de 42 anos, de todas as acusações. A defesa, feita pela Defensoria Pública, sustentou durante os debates a absolvição por legítima defesa da filha ou, alternativamente, a tese de homicídio privilegiado (violenta emoção). O júri acolheu a versão da mãe e absolveu Erica de todos os crimes.

O caso gerou grande repercussão por envolver a defesa de uma criança contra abuso sexual.

Erica Pereira da Silva  teria dopado a vítima com clonazepam, esfaqueado e golpeado com um pedaço de madeira, cortado o órgão genital de Everton Amaro da Silva e teria ateado fogo no corpo dele, com a ajuda de um menor de idade.

O MP sustentou que o crime foi motivado por futilidade, praticado com meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, durante o interrogatório, Erica contou uma versão diferente: Ela disse que conhecia Everton desde a infância e que ele frequentava sua casa.

Duas semanas antes do crime, descobriu que ele enviava mensagens de cunho sexual para sua filha, então com 11 anos. Na madrugada do dia 11 de março de 2025, acordou com a filha gritando: Everton estava em cima da menina na cama, com a calça abaixada, tentando tampar sua boca.

O julgamento foi presidido pela juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti.

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