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Minas Gerais

"Motivada por ciúmes": patroa esfaqueia faxineira durante limpeza em MG

Faxineira de 41 anos levou três facadas e foi socorrida em estado grave; suspeita foi presa e confessou o ataque à polícia

20/10/2026 12:26
Canva
Faxina

Belo Horizonte — Uma mulher de 28 anos é suspeita de esfaquear uma faxineira, de 41, enquanto ela trabalhava em uma residência em Cambuquira, no Sul de Minas Gerais, no último sábado (17/10).

O companheiro da suspeita, de 65 anos, acionou a Polícia Militar (PMMG) e contou que a mulher, “motivada por ciúmes”, teria dado três facadas na vítima,  atingindo o tórax, o abdômen e uma das pernas. O crime ocorreu na casa do casal, no Centro da cidade.

Segundo o boletim de ocorrência, ao chegarem ao local, os policiais encontraram a vítima sentada no sofá da sala, com sangramento intenso no tórax e no abdômen.

Ela contou aos militares que a a discussão começou quando ela pediu à patroa que lhe desse passagem para terminar a limpeza da casa, mas a mulher se recusou.

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Diante da situação, a faxineira acordou o patrão e pediu que ele interviesse. O homem conversou com a companheira, que acabou permitindo a passagem da faxineira.

Pouco depois, no entanto, a suspeita teria se aproximado por trás da vítima e desferido três golpes de faca.

A polícia iniciou buscas e encontrou a suspeita na região central da cidade. Ela carregava uma faca e sacolas plásticas com manchas que pareciam ser de sangue.

Segundo o boletim de ocorrência, a mulher confessou ter esfaqueado a faxineira e afirmou que agiu para que a a trabalhadora “aprendesse” e que, daquela vez, havia conseguido o que queria.

A vítima foi socorrida e levada ao Hospital Geral de Cambuquira. Na ocasião, os médicos informaram à polícia que ela estava em estado grave, com risco de morte, e precisava ser transferida para outra unidade de saúde para continuar o tratamento.

Continuará presa

No domingo (18/10),  a Justiça manteve a prisão preventiva da patroa durante audiência de custódia realizada no domingo (18/10). O juiz César Rodrigo Iotti considerou que não houve ilegalidades na prisão e confirmou a decisão que havia convertido o flagrante em prisão preventiva.

O documento também indica que o caso é tratado como suspeita de tentativa de homicídio qualificado.