Morte de cinegrafista da Band expõe crise da falta de rabecões em BH. Vídeo
Sindicato denuncia que há apenas 6 rabecões para atender BH e região metropolitana; “Costuma demorar até 10h para recolher um corpo”
atualizado
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Belo Horizonte – A morte de um cinegrafista da Band Minas em trágico acidente na BR-381, nesta quarta-feira (15/4), expôs uma limitação que vem ocorrendo em Belo Horizonte e região, com relação ao recolhimento de corpos quando há necessidade.
Apesar da morte do cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, ter sido constatada no início da tarde, por volta das 13 horas, o corpo só foi retirado da rodovia por volta das 19h, situação que se tornou comum, segundo o Sindicato dos Escrivães de Polícia do Estado de Minas Gerais (Sindep-MG).
Em entrevista ao Metrópoles, o presidente do Sindep-MG, escrivão Marcelo Horta, disse que já foram feitas várias denúncias sobre o assunto. Uma reclamação foi feita no final de 2024 em audiência pública da Assembleia Legislativa e em março de 2025, houve novas denúncias, também. “Apesar disso, passados quase dois anos, não houve investimento em equipamentos”, relata.
Marcelo Horta detalhou que há apenas seis viaturas para atender Belo Horizonte e Região Metropolitana. Ele disse ainda que constantemente, pelo menos duas viaturas estão em manutenção e que há baixo investimento pelo governo. “Primeiro que as viaturas não foram construídas para serem rabecões, e sim foram adaptadas, e isso dá muita manutenção”, disse.
O sindicalista também relatou problema com o efetivo, pois são apenas três equipes, totalizando 15 pessoas. “Durante o ano, geralmente só há duas pessoas em cada viatura para atender as demandas”.
Com relação ao tempo que levou para se retirar o corpo do cinegrafista da Band Minas da rodovia, ele alega que “foi até rápido”. O tempo foi de sei horas. Marcelo ainda afirmou, que “costuma demorar até 10 horas”. Isso porque o atendimento é feito em toda a capital e Região Metropolitana.
Resposta da Polícia Civil
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que adota medidas para aprimorar o serviço de remoção de corpos na Região Metropolitana de Belo Horizonte. “Nesse sentido, foi realizado contrato de locação de rabecões, o que trouxe impactos positivos na rotina operacional”, diz nota.
Ainda de acordo com a corporação são oito veículos alugados, além dos veículos da frota própria, mas não informou o número.
A PCMG diz ainda em nota que o tempo de resposta pode sofrer influências por fatores externos:
“Ressalta-se, contudo, que o tempo de resposta pode sofrer influência de fatores externos, especialmente o fluxo intenso de veículos e os horários de maior trânsito na região metropolitana, o que impacta diretamente a logística de deslocamento das equipes”.
