Ministros de Lula visitam cidades da Zona da Mata após chuvas
O ministro Rui Costa afirmou que estudos de solo, sondagens e levantamentos técnicos serão feitos para indicar melhorias aos municípios
atualizado
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Belo Horizonte – Os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, visitaram Ubá e Juiz de Fora, municípios da Zona da Mata mineira atingidos pelas fortes chuvas no final do mês de fevereiro.
Os ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a comitiva, composta por equipes técnicas de ministérios e órgãos federais, acompanharam o andamento das ações de socorro anunciadas pelo governo brasileiro.
Durante a visita, Rui Costa afirmou que as intervenções estruturais para reduzir riscos de novas tragédias deverão ser incorporadas ao Novo PAC. Obras de contenção de encostas, sistemas de macrodrenagem e a construção de barramentos para controle de cheias estão entre as intervenções.
De acordo com o ministro, as equipes técnicas realizarão estudos de solo, sondagens e levantamentos técnicos para indicar o que precisará ser feito em cada ponto analisado. E somente depois dos estudos técnicos será possível estimar o volume de recursos necessários. Segundo ele: “Juiz de Fora pode demandar obras de grande porte”.
Na área habitacional, Rui Costa disse que a Caixa Econômica já abriu processo de compra assistida para que as moradias sejam adquiridas pelo governo e repassadas para as famílias que perderam suas casas durante as enchentes. O ministro falou, também, das duas medidas provisórias publicadas na sexta-feira (6/3), que tratam de auxílio para famílias no valor R$7,3 mil e para empresas repasses de R$ 500 milhões em financiamento.
Soluções para as cidades
Em relação a Ubá, o ministro disse que a solução para reduzir os impactos das chuvas passa por intervenções na bacia do rio Ubá. Obras de retenção de água a montante e possíveis barramentos para o fluxo do rio, além da desobstrução do leito estão entre as alternativas discutidas.
Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, obras emergenciais já devem começar nas duas cidades, enquanto as soluções de longo prazo são estudadas. As prefeituras apresentaram pedidos de cerca de R$60 milhões para cada município, para reparos mais rápidos, como por exemplo para recuperação de vias e contenção provisória de áreas afetadas. Rui Costa complementou que essas obras podem utilizar recursos da Defesa Civil, porque precisam ficar prontas em até seis meses, prazo dado pela legislação para uso de recursos emergenciais.
Em Juiz de Fora, os ministros foram acompanhados pela prefeita Margarida Salomão (PT). A comitiva visitou o Morro do Cristo, onde foi possível observar áreas atingidas por deslizamentos. Já em Ubá, ao lado do prefeito Professor José Damato (PSD), os ministros percorreram áreas do centro atingidas pelas chuvas e pontos onde ocorreram desmoronamentos, como a avenida Cristiano Roças e regiões próximas às pontes Estaiadinha e Major Siqueira.
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