Minas mobiliza quase 500 policiais e prende 14 após morte de sargento
Foram cumpridos ainda 69 mandados de busca e apreensão; ofensiva integra conjunto de ações contra a criminalidade na região de Campo Belo
atualizado
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Belo Horizonte – As forças de segurança pública de Minas Gerais prenderam 14 suspeitos de tráfico de drogas, entre outros crimes, durante cumprimento 18 mandados de prisão no âmbito da Operação Legado. As prisões ocorreram após a morte do sargento da Polícia Militar Rodrigo Silva Pereira, de 40 anos. Durante a operação, deflagrada nessa quarta-feira (11/3), em Campo Belo e municípios da região Sul do estado, ainda foram cumpridos 69 mandados de busca e apreensão.
A ação foi coordenada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), com apoio da Polícia Militar (PMMG), da Polícia Penal (PPMG) e da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Dos 18 mandados de prisão expedidos pela Justiça, 11 resultaram em capturas diretas por ordem judicial e outros três indivíduos foram presos em flagrante durante as ações policiais, pelos crimes de tráfico de drogas, associação ao tráfico e porte ilegal de arma de fogo.
A operação
As investigações que culminaram na Operação Legado foram intensificadas após o homicídio do sargento, ocorrido em Campo Belo. Após o crime, que gerou comoção social na cidade, equipes policiais vinham reunindo informações e desenvolvendo levantamentos investigativos para identificar e responsabilizar envolvidos em atividades criminosas na região.
“Reforçamos que o trabalho investigativo e operacional prosseguirá até que todos os envolvidos no crime contra o policial militar sejam identificados e levados à Justiça”, pontuou a chefe adjunta da PCMG, delegada-geral Rita Januzzi.
Aparato policial
A operação mobilizou 492 agentes das forças de segurança, com o emprego de 117 viaturas e duas aeronaves. Pela Polícia Civil, foram 253 policiais civis, com 57 viaturas e uma aeronave, além do apoio de equipes especializadas, como equipes da Coordenadoria de Operações Estratégicas (COE) e do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Os suspeitos presos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição do Poder Judiciário.
