Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Eleições 2026Minas Gerais

Minas chega à semana decisiva com Cleitinho consolidado e Senado em disputa

As pesquisas mostraram Cleitinho Azevedo e Marília Campos liderando as disputas ao governo e ao Senado, mas em cenário bem diferentes

26/09/2026 02:00
Ton Molina/Agência Senado
Senador Cleitinho Azevedo

Belo Horizonte – A disputa eleitoral se encaminha para a última semana, mas uma coisa não mudou desde o início da campanha em Minas: Cleitinho Azevedo (Republicanos) liderou todas as pesquisas de intenção de voto para o governo estadual até o momento, cenário que praticamente lhe garante lugar numa possível disputa no segundo turno e ainda permite que sonhe em vencer já no domingo (4/10).

O último levantamento, realizado pelo Datafolha e divulgado quinta-feira (24/9), aponta o senador do Republicanos com apoio de 40% dos entrevistados; seguido pelo deputado federal Patrus Ananias (PT-MG), com 15%, e do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT-MG), 9%.

Com a liderança consolidada, a busca pelo segundo lugar segue sendo disputada. Apesar do petista aparecer bem colocado nas últimas pesquisas, os adversários seguem na expectativa de conseguir votos suficientes para disputar o segundo turno.

Minas chega à semana decisiva com Cleitinho consolidado e Senado em disputa - destaque galeria
6 imagens
Patrus Ananias (PT)
Alexandre Kalil (PDT)
Mateus Simões (PSD
Gabriel Azevedo (MDB)
Flávio Roscoe (PL)
Cleitinho Azevedo (Republicanos)
1 de 6

Cleitinho Azevedo (Republicanos)

Reprodução/Youtube
Patrus Ananias (PT)
2 de 6

Patrus Ananias (PT)

Alexandre Kalil (PDT)
3 de 6

Alexandre Kalil (PDT)

Divulgação
Mateus Simões (PSD
4 de 6

Mateus Simões (PSD

Raphael Veleda/Metrópoles
Gabriel Azevedo (MDB)
5 de 6

Gabriel Azevedo (MDB)

Reprodução
Flávio Roscoe (PL)
6 de 6

Flávio Roscoe (PL)

Reprodução/Redes sociais

A fatia mais disputada no momento são os 10% de indecisos que podem levar boa parte dos postulantes na disputa ao Palácio Tiradentes para um possível segundo turno.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

No último debate realizado pela Record na semana passada, no qual apenas o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) e o governador Mateus Simões (PSD) estiveram presentes, Patrus foi o alvo preferencial, com críticas a sua gestão à frente da prefeitura da capital mineira de 1993 a 1996.

O candidato oficialmente apoiado pelo Partido Liberal (PL), o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) Flávio Roscoe (PL) participou de agendas juntos ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) na esperança de conseguir uma transferência de votos, mas a preferência não declarada dos correligionários de apoiar Cleitinho na disputa, manteve o bolsonarista com menos de dois dígitos.


Candidatos a presidente e seus palanques em Minas

  • O senador Cleitinho Azevedo era o favorito a ser palanque de Flávio Bolsonaro na disputa em Minas, mas após uma série de indefinições, inclusive com o presidente da sua legenda Marcos Pereira (Republicanos) anunciando a não candidatura, o PL mineiro acabou lançando Flávio Roscoe para garantir a vaga.
  • Roscoe, apesar de contar com o apreço e entusiasmo de Flávio Bolsonaro, não era o nome preferido da maioria dos filiados, que tinham predileção pelo ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli (PL). Com a oficialização da candidatura de Cleitinho, o partido teve dificuldade em segurar seus aliados que foram debandando pouco a pouco para o adversário.
  • Já o PT tentou retomar relações com Alexandre Kalil, que recusou a aproximação neste primeiro turno e lançou uma candidatura independente.
  • A situação levou Gabriel Azevedo a ser um dos cotados para receber o apoio petista, mas, após discussões internas, a legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva preferiu lançar uma candidatura própria.
  • O governador Mateus Simões (PSD) chegou a fazer diversos acenos aos bolsonaristas, inclusive realizando agendas junto ao principal cabo eleitoral do grupo em Minas, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), mas a candidatura de Romeu Zema (Novo) à presidência acabou inviabilizando uma aproximação formal, alegaram lideranças do PL.

A pesquisa colocou Simões e Roscoe com 5%, Gabriel com 3%; seguidos por Túlio Lopes (PCB), 2%; Ben Mendes (Missão), Henrique Áreas (PCO), Rafael Duda (PSTU) e Indira Xavier (UP) com 1%.

Senado segue em aberto

A mesma pesquisa Datafolha coloca Marília Campos (PT) na liderança das intenções de voto para o Senado, num cenário que se repete desde o início das pesquisas, mas com números mais modestos que os de Cleitinho.

A petista aparece como preferida, na estimulada, por 13% das intenções de voto, apenas dois pontos percentuais à frente do ex-governador Aécio Neves (PSDB) e do senador Carlos Viana (PSD), ambos com 11% de preferência do eleitorado.

Com uma margem de erro de três pontos percentuais, Marília também está tecnicamente empatada com o deputado federal Domingos Sávio (PL), que está com 9%.

Como na disputa serão eleitos dois candidatos ao Senado, outros nomes também aparecem como candidatos a surpreender na disputa, como é o caso do ex-secretário de governo Marcelo Aro (PP), que tem 6%, e Áurea Carolina (PSol), com 5%.