MG: Justiça mantém presos suspeitos de matar e enterrar jovem em mata
A investigação aponta que a jovem foi morta com disparos e também sofreu tentativa de golpe com faca em Betim (MG)

Belo Horizonte — A Justiça decidiu manter presos os dois jovens suspeitos de matar a adolescente Gabrielly Marques de Oliveira Belo, de 16 anos, no bairro Icaivera, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte.
A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nessa quarta-feira (25/3), no fórum da cidade. Com isso, os suspeitos — de 18 e 19 anos — seguem detidos preventivamente, sem prazo definido para deixar a prisão.
Segundo a defesa da família da vítima, a manutenção da prisão atendeu à expectativa dos parentes, que cobram justiça. A audiência durou cerca de uma hora e 20 minutos, tempo considerado acima do habitual para esse tipo de procedimento.
Alegação de ameaças
Durante a audiência, os suspeitos relataram estar sofrendo ameaças dentro do sistema prisional. Eles estão detidos no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Betim.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDe acordo com a advogada da família, a repercussão do caso pode ter contribuído para a situação. A direção da unidade, no entanto, informou que os presos estão em área de segurança para garantir a integridade física e que podem ser transferidos.
Crime e investigação
A adolescente estava desaparecida desde o dia 18 de março. O corpo foi localizado dias depois, em uma área de mata, após os próprios suspeitos se entregarem e indicarem o local à polícia.
Eles confessaram o crime. A investigação aponta que a jovem foi morta com disparos e também sofreu tentativa de golpe com faca.
A motivação ainda é alvo de controvérsia. Enquanto os suspeitos alegam vingança, a família da adolescente contesta essa versão e afirma que o crime tem motivação passional.
Relembre o caso
Gabrielly Marques de Oliveira Belo, de 16 anos, estava desaparecida desde o dia 18 de março. Quatro dias depois, no domingo (22), os dois suspeitos procuraram a Polícia Militar, se entregaram e indicaram o local onde haviam enterrado o corpo da adolescente.
À polícia, eles afirmaram que o crime teria sido motivado pela suspeita de que a jovem estaria envolvida em um suposto plano para matá-los — versão contestada pela família.
O corpo foi encontrado em uma área de mata no bairro Icaivera, em Betim, em um ponto de difícil acesso. Para chegar até o local, os militares precisaram caminhar por cerca de 40 minutos a uma hora. O Corpo de Bombeiros foi acionado para a retirada do corpo, e a perícia realizou os primeiros levantamentos na cena do crime.



