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Eleições 2026Minas Gerais

MG: candidatos de Lula, Flávio e Zema somam 21% e ficam longe de Cleitinho

Lula e Flávio Bolsonaro não conseguiram emplacar Rodrigo Pacheco e Cleitinho como seus candidatos e acabaram lançando alternativas

26/08/2026 02:00
Marcelo Sant Anna/ALMG; Henrique Chendes/ALMG; Alexandre Netto/ALMG
Montagem com Patrus Ananias, Flávio Roscoe e Mateus Simões

Belo Horizonte – A primeira pesquisa Quaest após o início oficial da campanha eleitoral mostra que em Minas os principais concorrentes da eleição presidencial não conseguiram palanques fortes nesse estado-chave para a eleição.

Os candidatos de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) estão longe de Cleitinho Azevedo (Republicanos) nas intenções de voto. Apesar de apoiar Flávio Bolsonaro informalmente, Cleitinho não dá palanque ao presidenciável, que circula por Minas com Flávio Roscoe (PL), candidato com 3% na Quaest desta terça (25/8).

Cleitinho aparece com 29% das intenções de voto, 18 pontos percentuais à frente de Patrus Ananias (PT), candidato apoiado por Lula, que tem 11%. Alexandre Kalil (PDT), sem candidato presidencial em seu palanque, marca 10%. Mateus Simões (PSD), sucessor de Zema, tem 7%.

A soma das intenções de voto dos três candidatos chegam a 21%, ficando oito pontos percentuais ainda abaixo dos números de Cleitinho sozinho.

Com Gabriel Azevedo (MDB), que tem 5%, Patrus, Kalil e Simões estão todos empatados tecnicamente na segunda posição, mostrando um cenário embolado para além do favoritismo de Cleitinho.

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A corrida eleitoral em Minas

  • Cleitinho lidera: o candidato do Republicanos tem 29%, oito pontos a mais que Patrus, Roscoe e Simões somados;
  • Lula ficou sem Pacheco: o presidente queria o senador na disputa, tentou depois convencer Marília Campos e terminou com Patrus Ananias, que aparece com 11%;
  • Flávio ficou sem Cleitinho: apesar do apoio informal do senador mineiro ao presidenciável, o PL lançou Flávio Roscoe, que registra 3%;
  • Zema enfrenta dificuldade de transferência: Mateus Simões tem 7%, enquanto 37% dos entrevistados aprovam a gestão do ex-governador;
  • Segundo lugar embolado: Patrus (11%), Kalil (10%), Simões (7%) e Gabriel Azevedo (5%) estão tecnicamente empatados;
  • Kalil corre sem presidenciável: o candidato do PDT tem 10% mesmo sem integrar o palanque de um nome na disputa pelo Planalto.

Palanques dos sonhos não aconteceram

Lula e Flávio Bolsonaro esperavam palanques mais competitivos em Minas. O candidato do PL gostaria de percorrer Minas ao lado de Cleitinho, chegou a deixar isso claro para aliados e aguardou até os últimos dias do prazo, mas a indefinição do candidato do Republicanos fez com que o partido decidisse lançar Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas (Fiemg) e sem histórico político-partidário, por receio de acabar sem um nome na disputa estadual. O primeiro desafio de Roscoe, apontam aliados, é se tornar conhecido da população mineira.

Após o presidente nacional do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira (SP), anunciar o nome de Cleitinho para a disputa ao Palácio Tiradentes, alguns bolsonaristas passaram a defender internamente que fosse retirada a candidatura de Flávio Roscoe em prol do aliado, mas, devido ao histórico apoio do ex-presidente da Fiemg à família Bolsonaro, a candidatura seguiu.

Já o petista sonhou com o senador Rodrigo Pacheco concorrendo ao cargo de governador. O senador até entrou no PSB, mas não conseguiu montar uma chapa que o permitisse sonhar e acabou decidindo não se candidatar a mais nada e encerrar a vida política. Depois, Lula tentou convencer a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) a encabeçar uma chapa, mas ela resistiu e se manteve como candidata ao Senado, cenário em que lidera as pesquisas.

A opção do partido então foi pelo deputado federal e ex-ministro de Lula, Patrus Ananias (PT), que aposta numa retomada nas lembranças da sua gestão a frente da Prefeitura de Belo Horizonte de 1993 a 1996 para alavancar suas intenções de voto.

Zema, por fim, ainda não consegue transferir capital político para seu sucessor e escolhido, Mateus Simões. A própria Quaest mostra um abismo entre os que aprovam seu governo (37%) e os que pretendem votar nele (7%).

Simões, que chegou a realizar uma série de agendas por cidades do interior com o objetivo de tentar se tornar mais conhecido, acredita que ainda pode passar por um efeito Fuad Noman (PSD), ex-prefeito de Belo Horizonte que começou a campanha a reeleição com menos de dois dígitos de intenção de voto e acabou sendo reeleito.

MG: candidatos de Lula, Flávio e Zema somam 21% e ficam longe de Cleitinho