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Minas Gerais

Memorial do Clube da Esquina é vandalizado com tinta vermelha em BH.

Local histórico em Santa Tereza foi atingido a três dias do aniversário de 84 anos de Milton Nascimento; Polícia Militar (PMMG) foi acionada

23/10/2026 13:43, atualizado 23/10/2026 14:18

Belo Horizonte — A tradicional esquina das ruas Divinópolis e Paraisópolis, que abriga o memorial do Clube da Esquina, no bairro Santa Tereza, na Região Leste de Belo Horizonte, amanheceu com manchas de tinta vermelha nesta sexta-feira (23/10). A Polícia Militar (PMMG) foi acionada.

O local é um dos pontos simbólicos da história musical da capital mineira. O Clube da Esquina foi um movimento musical que surgiu em Belo Horizonte, entre as décadas de 1960 e 1970, reunindo artistas como Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes e Márcio Borges.

A esquina se tornou um marco da cidade por sua ligação com os encontros e a trajetória dos músicos.

O episódio ocorreu a três dias do aniversário de Milton, que completa 84 anos na próxima segunda-feira (26/10).

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O Bar do Museu Clube da Esquina funciona como espaço cultural e gastronômico dedicado à memória do movimento. O estabelecimento reúne fotografias, discos e objetos históricos, além de promover apresentações musicais e exposições.

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Esquina do 'Clube da Esquina' é vandalizada em BH
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Esquina do 'Clube da Esquina' é vandalizada em BH

Raphael Veleda/ Metrópoles
Esquina do 'Clube da Esquina' é vandalizada em BH
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Esquina do 'Clube da Esquina' é vandalizada em BH

Raphael Veleda/ Metrópoles

O local também foi palco de uma homenagem ao cantor e compositor Lô Borges, que morreu em 2 de novembro de 2025, aos 73 anos, em decorrência de falência múltipla de órgãos.

No dia seguinte à morte do artista, amigos, familiares e fãs se reuniram na esquina para prestar uma última homenagem. O público levou flores e velas, enquanto músicos realizaram apresentações de canções que marcaram a trajetória do artista.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou, por meio de nota, apura a autoria e circunstâncias da ocorrência de pichação. A perícia oficial foi requisitada a comparecer no local para identificar e coletar vestígios que irão subsidiar as investigação.

“Uma equipe de policiais já está em campo com o objetivo de realizar os levantamentos necessários para a identificação e responsabilização dos envolvidos. Outras informações serão repassadas após o avanço dos trabalhos investigativos”, disse.

O Metrópoles também tenta falar com os responsáveis pelo memorial para saber quais medidas serão adotadas após o ocorrido, mas não teve resposta até a publicação da reportagem.