“Medo de ser roubado”: falso policial civil é preso com 3 armas na cintura
Suspeito de 45 anos foi detido na Região Norte com pistola, revólver e materiais usados para se passar por agente, dentro de uma barbearia
atualizado
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Belo Horizonte – Um homem de 45 anos foi preso na tarde desta quarta-feira (22/4), na Região Norte de Belo Horizonte, após ser flagrado armado e se passando por policial civil. A ocorrência foi registrada por volta das 14h54, na Rua Helga Taveira de Souza, no bairro Céu Azul, durante ronda da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
De acordo com os militares da ROTAM, a equipe realizava patrulhamento pelas ruas do bairro quando recebeu denúncia de um transeunte. Segundo o relato, um homem estaria em uma oficina mecânica armado e se apresentando como policial civil, possivelmente envolvido em negociação de arma de fogo.
Ao chegarem ao local, os policiais visualizaram o suspeito, que ao perceber a presença da viatura entrou rapidamente em uma barbearia próxima. Durante a abordagem, os militares notaram um volume na cintura do homem, indicando que ele estava armado.
O suspeito foi abordado e confessou que portava armas, admitindo também que não era policial. Com ele, foram encontradas uma pistola calibre .38, com numeração raspada e um simulacro de arma de fogo na parte frontal da cintura. Já na parte traseira, os policiais localizaram um revólver calibre .38, também com a numeração suprimida.
Além das armas, o homem carregava uma carteira falsa da Polícia Civil. Em continuidade à ocorrência, os militares realizaram buscas no veículo ligado ao suspeito, que estava na oficina mecânica próxima. No interior do automóvel, foram apreendidos outros materiais utilizados para simular a função de policial: uma segunda carteira falsa, um distintivo de perito criminal, uma algema e um dispositivo luminoso do tipo giroflex na cor azul.
Segundo a Polícia Militar, em depoimento, o homem confessou que andava armado para sua própria segurança pessoal: “Tenho medo de ser roubado”. A justificativa, no entanto, não impediu a prisão em flagrante.
Ele foi encaminhado à delegacia da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), onde deve responder por porte ilegal de arma de fogo, uso de documento falso, falsidade ideológica e posse de arma com numeração suprimida. O caso será investigado pela polícia judiciária.
