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Minas Gerais

Justiça libera sobrinha de consideração a doar rim à tia: "Ato humano"

Agregada da família, a mulher manifestou o desejo de doar o órgão à tia de consideração, mas precisava de aval da Justiça

07/04/2026 10:56
Ekaterina Chizhevskaya/Getty Images
Close-up de uma mão usando uma luva cirúrgica azul segurando um punhado de réplicas anatômicas em miniatura de órgãos humanos isolados em verde. Doar órgãos, doação de órgãos Metrópoles

Uma mulher de Barroso, na Zona da Mata mineira, foi autorizada pela Justiça a doar um rim para a tia de consideração, após comprovação de compatibilidade e manifestação voluntária para o procedimento. O transplante depende de decisão judicial por se tratar de parentesco por afinidade, e não consanguíneo.

Para instruir o pedido, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou procedimento, ouviu a doadora e reuniu documentos que comprovam a regularidade da unidade de saúde responsável pelo procedimento, a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora.

De acordo com o MP, também foram apresentados parecer favorável da comissão de ética do hospital e exames que atestam o bom estado de saúde da doadora.

A legislação brasileira determina que a doação de órgãos entre pessoas vivas sem parentesco consanguíneo até o quarto grau só pode ocorrer com autorização da Justiça. A regra busca evitar o comércio ilegal de órgãos e garantir que o gesto seja voluntário e solidário.

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Responsável pelo caso, o promotor de Justiça Daniel Magalhães Gomes Macedo destacou o caráter excepcional da situação. “Trata-se de um ato extremamente humano e solidário, com o qual não nos deparamos todos os dias”, afirmou.

O alvará judicial foi expedido em 1º de abril e permite a realização da cirurgia na unidade hospitalar de Juiz de Fora.