Justiça absolve passageiro acusado de matar motorista de app em MG

O motivo do crime teria sido uma briga por uso de ar-condicionado durante a pandemia de Covid-19; o passageiro alegou legítima defesa

atualizado

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Belo Horizonte — O passageiro Paulo Roberto de Oliveira Júnior foi absolvido pela morte do motorista de aplicativo Sandro Rodrigues Pereira, em julgamento realizado nessa terça-feira (5/5), no Fórum Benjamin Colucci, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. O júri popular entendeu que o réu agiu em legítima defesa.

O crime aconteceu em outubro de 2020 e teve início após uma discussão dentro do carro por causa do uso do ar-condicionado durante a pandemia da Covid-19. Na época, motoristas de aplicativo adotavam medidas para evitar a circulação do coronavírus, entre elas manter os vidros abertos.

Paulo Roberto respondia por homicídio qualificado por motivo fútil e foi absolvido de todas as acusações. A sessão foi presidida pela juíza Joyce de Souza de Paula.

Durante o julgamento, foram ouvidas 11 testemunhas, entre elas dois policiais militares que atenderam a ocorrência no dia do crime, além do próprio réu.

Entenda o caso

Segundo o registro da Polícia Militar, Paulo Roberto e duas mulheres embarcaram no carro de Sandro Rodrigues Pereira por volta das 19h do dia 3 de outubro de 2020, na Rua Espírito Santo, no centro de Juiz de Fora.

Durante a corrida, os passageiros pediram para que o motorista ligasse o ar-condicionado. Sandro recusou e alegou que seguia as recomendações sanitárias vigentes na pandemia para evitar a propagação do coronavírus.

Conforme os depoimentos prestados à polícia, uma das passageiras ameaçou denunciar o motorista ao aplicativo caso o ar não fosse ligado. Diante da discussão, Sandro interrompeu a viagem e pediu que os passageiros descessem do veículo, informando que cancelaria a corrida.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, a mulher afirmou que tiraria uma foto da placa do carro para formalizar a reclamação. Nesse momento, os dois homens começaram a se agredir.

Segundo a investigação, o motorista pegou uma ferramenta para atacar Paulo Roberto. O passageiro conseguiu desarmá-lo e atingiu Sandro com golpes de canivete no abdômen, peito e costas.

Mesmo ferido, o motorista ainda tentou dirigir o veículo para deixar o local, mas acabou batendo em uma mureta. Ele foi socorrido e levado ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), onde morreu 15 dias depois.

A defesa sustentou durante o júri que Paulo Roberto reagiu para se proteger após ser agredido. Já a acusação defendia que houve excesso na reação do réu. Ao final da votação, os jurados reconheceram a legítima defesa e absolveram o vigilante.

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