Jovem é presa após atear fogo e matar atendente por ciúmes em MG. Veja vídeo
Vítima teve 40% do corpo queimado e morreu após dias internada; crime ocorreu dentro de mercearia da família onde ela trabalhava em MG
atualizado
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Belo Horizonte — A jovem suspeita de atear fogo e matar a atendente Íris Cândida, de 24 anos, foi presa na tarde dessa segunda-feira (20/4), em Delfinópolis, no sul de Minas. Ela foi identificada como Marcela Alcântara Santos, de 18 anos, e teria cometido o crime por ciúmes do namorado.
Segundo a Polícia Militar, a autora do crime foi localizada em uma casa abandonada na zona rural, nas proximidades do distrito de Olhos d’Água.
A vítima, que foi pega de surpresa durante o ataque enquanto trabalhava na mercearia da família, morreu no domingo (19), após passar nove dias internada com cerca de 40% do corpo queimado.
Íris chegou a ser socorrida e transferida para a ala de queimados da Santa Casa de São Sebastião do Paraíso, mas não resistiu aos ferimentos.

O corpo dela foi sepultado na manhã dessa segunda, sob forte comoção. Nas redes sociais, amigos e conhecidos lamentaram a perda e se mostraram revoltados com o crime brutal.
“Ainda não acredito que você se foi. Foi uma covardia o que fizeram com você. Uma crueldade com uma pessoa tão boa e amada por muitos”, escreveu um primo de Íris.
“Quem conhecia Íris sabia da sua doçura, da sua fé e da luz que ela levava por onde passava. Uma jovem simples, humilde e cheia de sonhos, que via em cada gesto uma forma de espalhar amor“, diz outro comentário nas redes sociais.
Crime por ciúmes
De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado por ciúmes. A suspeita acreditava que Íris havia conversado com o namorado dela. Contudo, segundo relatos de conhecidos, a atendente havia apenas agido de forma “educada e profissional” no ambiente de trabalho, enquanto fazia o atendimento dele, o que desagradou a autora do crime.
O ataque aconteceu no dia 11 de abril, dentro de uma mercearia da família da vítima, onde Íris trabalhava como atendente.
Imagens de câmeras de segurança mostram que a jovem entrou no local, comprou um frasco de álcool e, em seguida, jogou o líquido sobre a vítima. Íris ainda tentou fugir, mas foi alcançada. Na sequência, a suspeita ateou fogo.
Após o crime, a jovem deixou o estabelecimento caminhando tranquilamente.
Logo após o ataque, moradores da região ouviram os gritos de socorro e prestaram os primeiros atendimentos à vítima até a chegada do resgate.
Íris foi levada inicialmente ao hospital de Delfinópolis e, devido à gravidade dos ferimentos, transferida para uma unidade especializada. Contudo, ela não resistiu.
Busca e prisão
A jovem era procurada desde o dia do ataque. Durante as buscas, equipes fizeram diligências em cidades da região, como Cássia, além de Franca, no interior de São Paulo, que fica a 60 quilômetros do local do crime.
A prisão ocorreu após a suspeita ser encontrada escondida em um imóvel abandonado. Ela foi encaminhada às autoridades e deve responder por homicídio qualificado.
