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Eleições 2026Minas Gerais

Iza Lourença (PSol) denuncia ataque a bomba a seu escritório em MG.

Iza Lourença disse que as pessoas envolvidas na ação afirmaram trabalhar para as campanhas de Flávio Bolsonaro e Flávio Roscoe

23/09/2026 21:35, atualizado 23/09/2026 21:47

Belo Horizonte – A presidente do PSol em Minas candidata Iza Lourença, que concorre a uma vaga à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nas eleições 2026, denunciou um ataque a bombas ao seu escritório de trabalho e cobrou investigação sobre os vínculos políticos dos agressores. Segundo a candidata, pessoas envolvidas no ataque teriam ligação com as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, e Flávio Roscoe (PL-MG), candidato ao governo do estado. Apesar de citar a ligação com os políticos não houve apresentação de provas.

“Mais uma vez, a extrema direita mostra que faz política baseada na violência e intolerância. Esse ataque não é isolado e faz parte das diversas tentativas de me silenciar e me fazer desistir. Na verdade é um recado que soa como ameaça a todas as mulheres que ocupam a política e não se curvam aos absurdos dos conservadores. Mas uma coisa eles podem ter certeza: eu não tenho medo deles e vou continuar fazendo a política que acredito, junto do povo, cada dia mais forte”, disse a vereadora.

Segundo informações divulgadas no perfil da candidata no Instagram, os agressores roubaram bandeiras de campanha e agrediram dois membros da equipe da candidata.

Ela declarou no vídeo que foram deixados “santinhos” do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG): “uma ação nítida de intimidação política e de crime de ódio”, disse a candidata.

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Iza Lourença afirmou que a Polícia Militar esteve no local após o ataque e conduziu os autores à delegacia.

“Diante da gravidade dos fatos, a equipe de Iza Lourença exige uma investigação imediata e rigorosa para identificar não apenas os executores do ataques, mas também eventuais responsáveis por sua organização, incentivo ou financiamento”, cita nota.

 

 

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Apurações sobre lesão corporal e aliciamento de menores

De acordo com a assessoria da presidente do PSol, os crimes que precisam ser apurados são:  lesão corporal, o aliciamento de menores e a existência de eventual relação entre os responsáveis pelo ataque e o deputado federal Nikolas Ferreira e o vereador Pablo Almeida.

“Não se trata de um episódio banal de disputa eleitoral. Uma bomba foi lançada contra um espaço político, frequentado por idosos e crianças pessoas foram agredidas e poderiam ter sido feridas. Qualquer tentativa de naturalizar ou minimizar esse tipo de violência representa uma ameaça ao direito de fazer campanha e participar da vida política com segurança”, cita nota.

A equipe cobra, ainda, que as autoridades preservem as provas, identifiquem todos os envolvidos e pede o esclarecimento de eventuais vínculos políticos relacionados ao episódio.

“Violência política não pode ser tratada como método de campanha. Quem atacou, quem participou e quem eventualmente ordenou ou incentivou o ataque precisa responder pelos seus crimes”, diz trecho da nota enviada.