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Minas Gerais

Irmão de Beatriz Vitória, morta em MG, relata ameaças do pai de suspeita.

Maxwell também relatou que o pai da suspeita chamou a irmã dele de vagabunda, por meio de áudios que ele pretende divulgar

Belo Horizonte – Irmão de Beatriz Vitória Aparecida Neves, de 27 anos, Maxwell Mota relata que o pai de uma mulher presa por suspeita de participação no crime de feminicídio contra a jovem havia ameaçado ele e a família dele assim que as investigações sobre o sumiço começaram.

A irmã dele desapareceu em 9 de outubro em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de BH, e seu corpo foi encontrado nesta quarta (21/10) enterrado em uma área rural da cidade. Foram presos Samuel Castro Melo, de 18 anos, ex de Beatriz; e a atual namorada dele, Carla Luíza da Silva, de 23. Uma menor de 15 anos é investigada por ter acompanhado o casal no dia do crime.

“Deixar claro que o pai dela me ameaçou, se acontecer alguma coisa comigo ou com a minha família, é responsabilidade dele, já deixando claro isso aqui, ele me ameaçou”, disse o irmão após entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (22/10) pela Polícia Civil de MG com detalhes sobre a investigação.

Maxwell também relatou que o pai da suspeita chamou a irmã dele de vagabunda, por meio de áudios que ele pretende divulgar. “Minha irmã não era vagabunda. Toda vez que teve algum problema com dinheiro ela vinha atrás de mim ou do pai. Se era problema financeiro ela podia não ter vindo atrás da gente que a gente ia resolver, não tinha problema financeiro nenhum”, e ainda reforçou  que “isso aí é um crime passional de feminicídio”.

Maxwell comentou que a família está sofrendo muito com a morte da irmã, confirmada nesta quarta-feira (21/10), depois que a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) encontrou o corpo dela, após quase duas semanas de buscas.

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“A gente sofreu bastante, tem sofrido bastante, a mãe, os familiares, os amigos. A gente não esperava nunca encontrar ela do jeito que a gente encontrou, do jeito que a Civil encontrou. E foi muito triste a situação”, afirma Maxwell.

O irmão de Beatriz disse que considerava o suspeito, ex-namorado de Beatriz como uma pessoa tranquila e que só foram descobrindo detalhes sobre ele, com o decorrer das investigações.

“Eu não sabia que iria chegar nesse ponto que chegou. Até então ele era um cara tranquilo para mim, eu não imaginava nunca que isso acontecesse. Após as situações, a gente foi descobrindo, após o desaparecimento, a gente foi descobrindo coisas sobre eles. Já teve uma discussão entre eles, ele entrou dentro da casa dela”, disse.

Maxwell também comentou sobre a possível gravidez de Beatriz. Ele contou que a mãe e outra irmã de Beatriz suspeitavam, mas que somente após o trabalho do Instituto Médico Legal será possível confirmar ou não essa suspeita.

“Não dá para afirmar se ela estava grávida. A mãe também suspeitava e a irmã mais velha também suspeitava, mas a gente não tem como confirmar. Tem que aguardar o Instituto Médico Legal mesmo, para saber”, disse.

Suspeitas sobre o namorado

Ainda de acordo com o irmão de Beatriz, desde quando houve o desaparecimento de Beatriz, a família suspeito do ex-namorado, mas não esperavam que a atual namorada do suspeito teria algum envolvimento. “As suspeitas recaíram a todo momento sobre eles, mais sobre o ex-namorado, porque a gente não esperava dela”, relata Maxwell.

“Ele foi na porta da nossa casa para confrontar a gente, ele e a atual namorada dele, na maior cara de pau, chegaram lá friamente, confrontando a família, como se nada tivesse acontecido. Falaram que a gente não podia sair falando que eles eram suspeitos, porque eles não tinham nada a ver, que eles tinham álibi”, disse.

Maxwell ressaltou que a família espera os suspeitos paguem pelo que fizeram.

Linha de investigação

Um feminicídio cometido por um homem e uma mulher e motivado por ciúmes. Essa é a linha de investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para o crime que tirou a vida de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, cujo corpo foi encontrado na tarde desta quarta-feira (21/10).

Ela estava desaparecida desde o dia 9 de outubro, quando entrou em um carro e desde então sumiu. Beatriz estava em um bar acompanhada de amigos quando um veículo parou no local. Ela se aproximou da janela do carro para conversar com os ocupantes e avisou aos colegas que retornaria em dez minutos, mas não voltou.

Na tarde dessa quarta-feira (21/10), o corpo dela foi encontrada em uma área rural em Jaboticatubas, Região Metropolitana de BH.