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Minas Gerais

Homem que decapitou a própria mãe em MG fará exame de sanidade mental

A decisão foi proferida nesta quinta, pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza; o exame pericial foi agendado para o dia 29 de junho

25/06/2026 14:54
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Reprodução/Redes sociais
Homem que decapitou a própria mãe em MG fará exame de sanidade mental

Belo Horizonte – O Tribunal do Júri da capital mineira determinou a realização de um exame de sanidade mental para o homem de 27 anos que matou e decapitou o corpo da própria mãe, de 54 anos, na madrugada de segunda-feira (22/6), no bairro Cachoeirinha, região Noroeste de BH. Ele está sendo investigado pelo crime de feminicídio.

A decisão foi proferida nesta quinta-feira (25/6), pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza. O exame foi solicitado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e contou com o parecer favorável do Ministério Público (MPMG). Para garantir os direitos do investigado, a magistrada nomeou um defensor público para a sua defesa.

O exame pericial foi agendado para o dia 29 de junho e será realizado no Instituto Médico Legal (IML). A unidade prisional onde o suspeito se encontra foi informada com urgência para que tome as providências e encaminhamento.

A juíza decidiu não suspender o inquérito policial até que receba o resultado dos exames.

“Deixo, por ora, de suspender o inquérito policial, tendo em vista tratar-se de feito envolvendo réu preso, sendo imperiosa a observância da razoável duração do processo, mormente considerando a necessidade de conclusão das investigações em curso”, cita trecho do documento.

A Justiça estabeleceu o prazo de dez dias, com o fim no dia 3 de julho, para que a PCMG apresente laudos e provas fundamentais, como: laudo de exame de corpo de delito e laudo perinecroscópico (perícia externa do cadáver realizada pelos peritos criminais ainda na cena do crime); resultado da extração de dados dos celulares apreendidos; oitivas de testemunhas; laudo de eficiência e prestabilidade da faca apreendida no caso.

Sobre o caso

O réu deu detalhes sobre o crime e sobre o seu histórico pessoal durante o interrogatório policial e em conversas preliminares com as autoridades. Ele contou que a mãe, Jussara Maria Rodrigues, estava dormindo quando ele foi ao quarto dela e a estrangulou. Em seguida, se dirigiu à cozinha e pegou uma faca, com a qual desferiu vários golpes na própria mãe, e depois decapitou o corpo.

Tudo teria ocorrido por volta das 4h da madrugada de segunda-feira (22/6) e teve duração de cinco minutos.

Após o crime, o filho cogitou acionar a polícia, mas depois desistiu e então foi tomar banho e dormir. Ele contou que permaneceu deitado até a chegada dos militares, que precisaram arrombar a porta para entrar, pois ele não abriu a porta.

Por fim, afirmou que agiu por vontade própria, sem auxílio de ninguém, e disse estar arrependido, ressaltando que o arrependimento decorre mais do ato de ter matado a mãe do que da possibilidade de ser preso.

O próprio réu disse que tem diagnóstico de esquizofrenia realizado em Portugal. Ele relatou que já teve surtos psicóticos, mas que não tomava os remédios como recomendado e afirmou, também, que não fazia tratamentos psiquiátricos.

O suspeito também disse que usava drogas quando morava fora do Brasil, mas que não havia consumido entorpecentes nas semanas anteriores ao crime.