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Eleições 2026Minas Gerais

Flávio Roscoe propõe policiais com câmeras e presos trabalhando em MG.

Flávio Roscoe afirma que cadeia é universidade do crime e defende uso de tornozeleiras para presos de baixa periculosidade

30/08/2026 02:00

Belo Horizonte – O candidato ao governo de Minas Gerais Flávio Roscoe (PL) se colocou favorável ao uso de câmeras corporais para agentes de segurança, ao uso de tecnologia para monitorar criminosos de baixa periculosidade e afirma querer que presos trabalhem no Brasil.

O uso de tecnologia, como câmeras espalhadas por pontos estratégicos e corporais, é defendido pelo candidato, que acredita que as imagens podem ajudar a identificar criminosos e inibir ações.

“É uma proteção para o agente, mas não precisa estar ligada 24 horas”, defendeu Roscoe sobre as câmeras corporais.

Esta é a segunda entrevista exclusiva do Metrópoles Minas com os candidatos ao governo do estado. Veja a entrevista com Alexandre Kalil (PDT).

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O uso de câmeras por policiais militares virou um tema na eleição mineira. Muitos críticos afirmam que os agentes de segurança não devem ser vigiados e sim os criminosos. Contudo, o uso do equipamento acoplado nos uniformes é apontado como redutor na quantidade de mortos durante confrontos, além de aumentar a transparência sobre a atuação dos agentes do Estado.

As câmeras, para o candidato do PL, não devem ficar restritas aos policiais, mas também devem ser espalhadas em pontos estratégicos do estado como forma de identificar criminosos e inibir ações.

“O estado poderia botar tranquilamente 100 a 200 mil câmeras de reconhecimento facial em pontos estratégicos do estado. O bandido teria maior preocupação, porque ele, ao estar circulando, a polícia vai identificar se esse cara tem um mandato, uma ficha criminal”, apontou Flávio Roscoe.

“Bandido bom é bandido preso”

Roscoe afirmou que outra pauta defendida por ele é o uso de tecnologia para abrir vagas no sistema prisional e permitir que detentos possam trabalhar, principalmente os de baixo potencial de periculosidade.

“Bandido bom é bandido preso. Agora, o de baixa periculosidade não pode estar misturado com o de média, nem com o de alta. Porque senão você vai pegar um bandido de baixa periculosidade e transformar em alta. Ele vai ficar fazendo a universidade do crime no presídio e é isso que é a fundação das organizações criminosas”, disse o candidato do PL.

A avaliação de Roscoe é que as pessoas que vão para a cadeia acabam sendo cooptadas por organizações criminosas maiores, para que, ali dentro, ela passem a integrar o grupo.

Por isso, Roscoe alega que o uso de tornozeleira eletrônica e outras tecnologias podem ser usados para evitar que essas pessoas de baixa periculosidade fiquem reclusas e acabem ingressando em grupos maiores.

Outro ponto, segundo ele é fazer valei a Lei Estadual 24.496/2023, que proíbe tomadas dentro de celas e locais de custódia temporária. A intenção é dificultar o carregamento de celulares que são usados para aplicar golpes em outras pessoas.


O que mais Roscoe disse ao Metrópoles

  • Marcou diferenças em relação a Cleitinho Azevedo, com quem disputa o eleitorado bolsonarista: “O Cleitinho tem uma pauta de apontar problemas e eu tenho uma pauta de resolver problemas”, afirmou Roscoe.
  • Salários dos servidores: prometeu conceder reajustes para repor a inflação durante o mandato. Aumentos reais, segundo o candidato, dependeriam do crescimento da economia e da arrecadação estadual. Roscoe também defendeu prêmios por cumprimento de metas.
  • Dívida de Minas: afirmou que o estado “não dará conta” de pagar integralmente as parcelas previstas pelo Propag. O candidato defendeu negociar a transferência de mais ativos para a União a fim de reduzir o saldo da dívida.
  • Sistema prisional: defendeu ampliar o trabalho de presos, separar detentos conforme o grau de periculosidade e retirar tomadas ainda existentes nas celas para dificultar o uso de celulares em golpes.
  • Terras raras: criticou a política defendida pelo governo federal para a cadeia dos minerais estratégicos. Roscoe considera equivocada uma eventual proibição da exportação da matéria-prima e defende incentivos para atrair a industrialização ao Brasil.
  • Inteligência artificial: disse que pretende usar a tecnologia para acelerar a análise de processos administrativos e remanejar servidores para funções de fiscalização e atendimento à população.