Estrada entre BH e cidades históricas de MG terá cobrança de pedágio
Tarifas previstas na Via Liberdade, em Minas Gerais, vão de R$ 2,79 para motos a R$ 75,38 para caminhões de nove eixos

Belo Horizonte – Quem viaja entre a capital mineira e as cidades históricas de Ouro Preto e Mariana, na Região Central, e Rio Casca, na Zona da Mata, vai passar a pagar pedágio, prevê o contrato de concessão dos trechos. A data de início da cobrança ainda está sendo definida.
A cobrança, prevista no contrato de concessão da Via Liberdade, será feita em quatro trechos das rodovias BR-356, MG-262 e MG-329 por meio do sistema de livre passagem (Free Flow), que identifica automaticamente a placa ou a tag do veículo, sem parada.
Os pontos de cobrança serão:
- BR-356: entre o entroncamento com a BR-040 e o km 66;
- BR-356: do km 66 até Mariana;
- MG-262: entre os entroncamentos com as rodovias MG-329 e MG-129;
- MG-329: entre o entroncamento com a BR-262 e a MG-262.
Valores previstos
De acordo com o contrato, a tarifa básica para carros de passeio e caminhonetes foi fixada em R$ 5,58 (valor de referência de julho de 2024, sujeito a reajustes anuais pelo IPCA).
Pelos valores previstos no contrato, motocicletas pagarão R$ 2,79 por passagem. Para automóveis e caminhonetes, a tarifa será de R$ 5,58. Já caminhões, ônibus e caminhões-trator de dois eixos terão cobrança de R$ 16,75.
No caso dos veículos de carga maiores, como caminhões com reboque de nove eixos, o valor chegará a R$ 75,38.
Quando a cobrança começa?
O contrato determina que a cobrança só poderá começar após o cumprimento de uma série de exigências no prazo mínimo de 12 meses a partir da entrada em vigor da concessão.
Antes da cobrança efetiva, também deverá ser realizada uma operação assistida de 30 dias, sem cobrança, para testes.
A data de início ainda não foi divulgada. A reportagem entrou em contato com a concessionária e aguarda retorno.
Sobre a concessionária
A concessionária Via Liberdade assumiu a administração de 190 quilômetros de rodovias entre a Região Metropolitana de Belo Horizonte e Rio Casca, na Zona da Mata.
O contrato de concessão, assinado em janeiro de 2026, tem duração de 30 anos e prevê cerca de R$ 5 bilhões em investimentos em obras, manutenção e atendimento aos usuários.
A concessão faz parte das medidas previstas no Acordo de Reparação do Rio Doce, firmado após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015, tragédia que matou 19 pessoas e provocou impactos ambientais e sociais em Minas Gerais e no Espírito Santo.


