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Minas Gerais

Governo de MG garante salário até janeiro e equipe de Cleitinho cobra dados

Salário dos servidores abre primeiro ruído entre governo o governo de Mateus Simões e a transição de Cleitinho

13/10/2026 19:13, atualizado 13/10/2026 19:14
Jefferson Rudy/Agência Senado; Gil Leonardi / Imprensa MG
Senador Cleitinho Azevedo e o governador Mateus Simões

Belo Horizonte – O pagamento dos servidores estaduais mineiros a partir de 2026 está no centro de uma divergência entre o governo Mateus Simões (PSD) e a equipe de transição do governador eleito Cleitinho (Republicanos).

Enquanto a atual gestão garante o depósito dos salários até janeiro do ano que vem, o novo grupo afirma que ainda não conhece o volume de recursos disponível para bancar as folhas seguintes.

Em nota divulgada nesta terça-feira (13/10), o Governo de Minas informou que o salário referente a dezembro de 2026 será depositado até 6 de janeiro de 2027.

A administração estadual também assegurou o pagamento integral do 13º ainda neste ano, em data a ser anunciada.

Segundo o Executivo mineiro, os vencimentos são quitados integralmente até o quinto dia útil desde agosto de 2021, e a regularidade será mantida até o fim do mandato.

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A equipe de Cleitinho, porém, afirmou que ainda não teve acesso aos dados detalhados sobre a situação financeira do Estado nem sobre os recursos disponíveis para o pagamento da folha de janeiro. A transição pretende levantar essas informações junto ao atual governo antes de apresentar um diagnóstico sobre o caixa que será recebido pela nova administração.

Nesta terça-feira (13), o coordenador da transição, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), informou que o grupo encaminhou um ofício ao governo Simões solicitando esclarecimentos sobre o déficit previsto para 2027, a disponibilidade financeira e as despesas já comprometidas.

A equipe também quer conhecer os efeitos das decisões tomadas no fim da atual gestão sobre o próximo mandato.

Falcão, que é vice de Cleitinho, ressaltou que a iniciativa busca obter informações oficiais e não representa, neste momento, uma acusação contra o governo. A prioridade declarada é assegurar os salários e manter os serviços essenciais funcionando.

A situação financeira será um dos primeiros desafios de Cleitinho, que prometeu durante a campanha reduzir despesas, combater desperdícios e preservar os serviços públicos.