Entenda diferença entre caso de hantavírus em MG e do surto em navio. Veja vídeo
A Secretaria de Saúde de MG afirma que o cenário é diferente e não há motivo para alarme; uma morte por hantavírus foi confirmada em 2026
atualizado
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Belo Horizonte — A investigação de possíveis casos de hantavírus em um navio de cruzeiro no Atlântico Sul colocou a doença novamente no radar e gerou dúvidas entre brasileiros. Em Minas Gerais, porém, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) afirma que o cenário é diferente e não há motivo para alarme.
Isso porque a cepa registrada no Brasil não é transmitida de pessoa para pessoa, ao contrário da suspeita investigada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no cruzeiro.
Segundo a SES-MG, os casos brasileiros estão ligados principalmente ao contato com roedores silvestres em áreas rurais, como lavouras, paióis, galpões e locais fechados com fezes ou urina contaminadas.
“O vírus circula em roedores silvestres, especialmente em áreas rurais. São casos isolados, como já ocorreram em outros anos no estado”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti.
Entenda a diferença
Enquanto a investigação internacional analisa uma possível transmissão entre passageiros do navio, a SES-MG reforça que a variante identificada no Brasil não possui esse comportamento.
Ou seja: a doença registrada em Minas não passa pelo contato entre pessoas, mas sim pela exposição a ambientes contaminados por ratos silvestres.
MG já teve caso com morte em 2026
Minas Gerais confirmou um caso de hantavirose neste ano. O paciente morreu após contrair a doença.
Segundo a SES-MG, o homem de 46 anos morava em Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, e tinha histórico de contato com roedores em ambiente de lavoura e paiol.
Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) mostram que Minas registrou:
- 1 caso e 1 morte em 2026;
- 6 casos e 4 mortes em 2025;
- 8 casos e 4 mortes em 2024.
Quais são os sintomas?
Os sintomas iniciais podem parecer uma gripe forte e incluem:
- febre;
- dor no corpo;
- dor de cabeça;
- dor abdominal;
- mal-estar.
Nos casos graves, a doença pode evoluir rapidamente para:
- falta de ar;
- tosse seca;
- queda da pressão arterial;
- aceleração dos batimentos cardíacos.
Não há vacina nem tratamento específico para hantavirose.
Como se prevenir?
A principal recomendação é evitar contato com poeira em locais fechados que possam ter presença de roedores.
A SES-MG orienta:
- ventilar ambientes antes da limpeza;
- umedecer o chão antes de limpar;
- nunca varrer poeira seca;
- manter alimentos fechados;
- evitar acúmulo de lixo e entulho;
- não deixar ração exposta.
