
Eleito senador em MG, Sávio explica embarque do PL no fim da escala 6x1
Deputado federal e senador eleito, Domingos Sávio, espera que na regulação possa evitar prejuízos ou compensar para o empresariado

Belo Horizonte – O deputado federal e senador eleito por Minas Gerais, Domingos Sávio (PL-MG) explica embarque do PL no fim da escala 6×1. Ele afirmou que o Partido Liberal (PL) deve repetir a estratégia usada na Câmara dos Deputados, em maio deste ano, em relação a votação do fim da escala 6×1. Matéria será votada pelo Senado nesta quarta-feira (14/10).
“Votamos a favor justamente para não morder a isca do PT de dizer: ‘Está vendo? Eles são contra o trabalhador, nós somos a favor'”, afirmou o parlamentar.
Domingos ressalta que a votação do texto no período eleitoral busca jogar a opinião pública contra o PL e alega que o partido não é contrário a proposta, mas que ela pode beneficiar alguns e prejudicar outros, e defende uma discussão mais longa sobre o tema.
“Nós dissemos que o momento não é apropriado. Estamos discutindo a eleição, o momento mais adequado é isso ser discutido fora do período eleitoral, para analisar os diversos impactos que isso terá em vários setores da economia”, afirmou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA fala está em consonância com a mudança no discurso do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), que já classificou a proposta de “oportunista” e defendeu, como alternativa, uma jornada flexível, na qual empregador e empregado conversariam sobre as condições de trabalho.
“Ele (Flávio Bolsonaro) vai votar a favor, mas eles já estavam com tudo programado. O sonho dourado deles era justamente que o Flávio votasse contra. A propaganda eleitoral dele já vai ser confirmada hoje como mentirosa, porque o Flávio vai votar a favor”, disse o senador eleito.
Caso o texto seja aprovado, o parlamentar bolsonarista trabalha com a possibilidade de que na fase de regulamentações sejam feitas alterações para favorecer o empresariado.
“Esperamos que na regulamentação a gente evite esses prejuízos ou crie mecanismos de compensação para não ter como consequência disso fechamento de empresas, perda de postos de trabalho”, avaliou.
