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Eleições 2026Minas Gerais

Eleito senador em MG, Sávio explica embarque do PL no fim da escala 6x1

Deputado federal e senador eleito, Domingos Sávio, espera que na regulação possa evitar prejuízos ou compensar para o empresariado

14/10/2026 13:42
Ton Molina/Agência Senado
Mesa diretora do Senado com Flávio Bolsonaro

Belo Horizonte – O deputado federal e senador eleito por Minas Gerais, Domingos Sávio (PL-MG) explica embarque do PL no fim da escala 6×1.  Ele afirmou que o Partido Liberal (PL) deve repetir a estratégia usada na Câmara dos Deputados, em maio deste ano, em relação a votação do fim da escala 6×1. Matéria será votada pelo Senado nesta quarta-feira (14/10).

“Votamos a favor justamente para não morder a isca do PT de dizer: ‘Está vendo? Eles são contra o trabalhador, nós somos a favor'”, afirmou o parlamentar.

Domingos ressalta que a votação do texto no período eleitoral busca jogar a opinião pública contra o PL e alega que o partido não é contrário a proposta, mas que ela pode beneficiar alguns e prejudicar outros, e defende uma discussão mais longa sobre o tema.

“Nós dissemos que o momento não é apropriado. Estamos discutindo a eleição, o momento mais adequado é isso ser discutido fora do período eleitoral, para analisar os diversos impactos que isso terá em vários setores da economia”, afirmou.

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A fala está em consonância com a mudança no discurso do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), que já classificou a proposta de “oportunista” e defendeu, como alternativa, uma jornada flexível, na qual empregador e empregado conversariam sobre as condições de trabalho.

“Ele (Flávio Bolsonaro) vai votar a favor, mas eles já estavam com tudo programado. O sonho dourado deles era justamente que o Flávio votasse contra. A propaganda eleitoral dele já vai ser confirmada hoje como mentirosa, porque o Flávio vai votar a favor”, disse o senador eleito.

Caso o texto seja aprovado, o parlamentar bolsonarista trabalha com a possibilidade de que na fase de regulamentações sejam feitas alterações para favorecer o empresariado.

“Esperamos que na regulamentação a gente evite esses prejuízos ou crie mecanismos de compensação para não ter como consequência disso fechamento de empresas, perda de postos de trabalho”, avaliou.