Duas mulheres são presas por crimes contra menores em MG
Casos envolvem exploração sexual, extorsão e pornografia infantil em cidades do interior do estado
atualizado
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Belo Horizonte – Duas mulheres foram presas em ações distintas da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por crimes relacionados à exploração de crianças e adolescentes. Os casos ocorreram nos municípios de Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, e Divinolândia de Minas, no Vale do Rio Doce.
Em Capelinha, uma jovem de 22 anos foi presa preventivamente durante operação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Segundo as investigações, ela é suspeita de aliciar adolescentes, oferecendo bebidas alcoólicas e drogas, além de incentivar a evasão do ambiente familiar e práticas de natureza sexual.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais encontraram os menores em condições consideradas insalubres, com acúmulo de lixo e presença de álcool no local. A situação, de acordo com a polícia, representava riscos físicos e psicológicos, além de violar direitos garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A ação faz parte da campanha Maio Laranja, voltada ao combate à violência sexual contra menores.
Extorsão e pornografia infantil
Já em Divinolândia de Minas, uma mulher de 25 anos foi presa em flagrante durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. As investigações, conduzidas pela delegacia vinculada ao município de Virginópolis, apontam que a suspeita utilizava meios digitais para extorquir uma vítima menor de idade.
De acordo com a Polícia Civil, a mulher ameaçava divulgar imagens íntimas da vítima caso não recebesse transferências em dinheiro via Pix. Durante a operação, dois celulares foram apreendidos, e neles foram encontrados materiais pornográficos relacionados ao caso.
Em depoimento, a suspeita confessou o crime e admitiu, ainda, ter compartilhado as imagens com terceiros. Diante das evidências, a prisão foi ratificada com base no artigo 241-B do ECA, que trata da posse de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.
As duas investigadas foram encaminhadas ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça.
