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Minas Gerais

Damião é cobrado sobre medidas da PBH contra os efeitos do El Niño

O requerimento reitera solicitação anterior, que não foi respondida no prazo determinado pela legislação, que é de 30 dias

29/07/2026 02:00
IGO ESTRELA/METRÓPOLES @igoestrela
calor durante El niño

Belo Horizonte – O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), está sendo cobrado a responder sobre medidas preventivas que o executivo municipal está tomando para o enfrentamento das consequências do fenômeno climático El Niño. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) tem 30 dias para responder a requerimento aprovado pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana da Câmara de BH, de autoria do vereador Helton Júnior (PSD).

O requerimento reitera solicitação anterior que não foi respondida no prazo determinado pela legislação, que é de 30 dias, e pretende saber se algumas medidas já estão em andamento, como proteção de estudantes e usuários do transporte coletivo, garantindo acesso à água potável, abrigo contra chuvas e sol e sistema de climatização, entre outras ações.

As ações preventivas para enfrentamento das consequências do El Niño devem ter como foco, principalmente, grupos vulneráveis, cobra o requerimento.


Itens que deverão ser esclarecidos pelo prefeito Damião

Conforme a solicitação, o prefeito deverá responder se medidas preventivas para enfrentamento do fenômeno, protegendo estudantes e usuários do transporte coletivo, garantindo acesso à água potável, abrigo contra chuvas e sol, sistema de climatização entre outras ações, estão em andamento.

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  • Se a PBH tem plano de contingência específico
  • Se o órgão já instituiu comitê, grupo de trabalho ou outra instância de articulação intersetorial para coordenar ações preventivas
  • Se possui alguma estratégia para enfrentamento das ondas de calor
  • Se já houve um mapeamento das áreas e populações de maior vulnerabilidade climática no município

A PBH também deverá esclarecer se há a previsão de instalação de bebedouros ou pontos de hidratação em terminais e estações de transporte de maior fluxo; se os ônibus coletivos possuem ar condicionado e se os pontos de embarque e desembarque possuem abrigos que protejam do sol e da chuva.

Com relação às unidades de ensino, a PBH também deverá esclarecer se há fornecimento de água potável fresca e bebedouros, em número suficiente em todas as escolas.

Outro questionamento que a PBH deverá responder é se há protocolo de suspensão das atividades físicas e recreios ao ar livre em dias de calor extremo e se há previsão ou cronograma de instalação de ar-condicionado, ventiladores ou outras soluções de conforto térmico nas escolas da rede municipal.


Sobre o El Niño

Anete Fernandes, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), explica que o El Niño é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais da faixa equatorial do Oceano Pacífico.

“Por se tratar da maior célula oceânica do mundo, qualquer alteração em sua temperatura influencia diretamente a circulação geral da atmosfera, provocando mudanças nos padrões climáticos em diversas partes do globo”, esclarece Anete.

Para a meteorologista, é possível esperar calor acima da média, ondas de calor frequentes e mudanças no padrão das chuvas.

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Casas são destruídas após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora
Destruição causada por chuvas em Minas
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Destruição causada por chuvas em Minas

Corpo de Bombeiros de MG/ via AFP
Casas são destruídas após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora
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Casas são destruídas após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora

Tomaz Silva/Agência Brasil

Segundo o Centro de Previsão Climática (CPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há 81% de probabilidade de o fenômeno atingir a categoria de “muito forte” entre outubro e dezembro, colocando o evento entre os mais intensos observados desde 1950. O Brasil pode enfrentar, nos próximos meses, um dos episódios de El Niño mais intensos já registrados no século.

Outro lado

O Metrópoles questionou a prefeitura sobre o requerimento, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.