Corrida eleitoral em MG é marcada por rejeição generalizada, mostra Quaest
Pesquisa Genial/Quaest mostra que principais nomes têm dificuldade de crescer em MG, com índices elevados de rejeição e disputa ainda aberta
atualizado
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Belo Horizonte – Os principais nomes da corrida eleitoral nacional têm rejeição bem maior que aprovação entre os eleitores de Minas Gerais, o que ajuda explicar a indefinição do cenário mineiro até agora.
Levantamento da Genial/Quaest divulgado na quarta-feira (6/5) indica que tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) são muito rejeitados pelo eleitorado do estado, o que trava o potencial de crescimento das candidaturas.
Os números
A pesquisa recém-divulgada indica que, entre os mineiros, 57% não votariam em Lula, enquanto 40% poderiam votar. 3% dizem não conhecê-lo.
No caso de Flávio, 35% votariam e 57% não votariam. 8% dizem que ainda não o conhecem.
Os números mostram que há uma parcela dos eleitores mineiros que diz que não votaria em nenhum dos dois líderes das pesquisas.
Mesmo o ex-governador Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo há algumas semanas com aprovação maior do que a reprovação, tem rejeição alta em MG: 53% dos mineiros não votariam nele, enquanto 38% votariam.
O quadro revela um ambiente de rejeição cruzada, em que nenhum candidato consegue ampliar vantagem com facilidade. Também indica que a eleição em terras mineiras tem tudo para ser decidida em margens apertadas, como já ocorreu nos últimos pleitos.
Nesse cenário, Lula e Flávio lutam também para construir seus palanques em Minas. O pré-candidato do PL tenta avançar nesta quinta-feira (7/6) na escolha de um candidato a governador para representá-lo. Estão na mesa o senador Cleitinho (Republicanos), o governador Mateus Simões (PSD), ou um candidato próprio, que pode ser Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg.
O PT segue apostando na candidatura ainda incerta do senador Rodrigo Pacheco (PSB), mas não descarta opções. O nome do empresário Josué Gomes subiu nas apostas de petistas mineiros, enquanto o entorno de Lula tenta acertar as pontas com Pacheco após ruídos recentes envolvendo principalmente a derrota de Jorge Messias em tentativa de uma cadeira no STF.
E as intenções de voto
A pesquisa Genial/Quaest também mostrou que Minas Gerais segue com um cenário ainda imprevisível sobre a disputa presidencial de 2026. Em segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro têm empate técnico dentro da margem de erro, de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Na simulação, Lula aparece numericamente à frente em Minas, com 39% das intenções de voto, contra 36% do senador. Outros 5% estão indecisos e 20% afirmam que votariam branco, nulo ou não iriam votar.
Em um eventual confronto entre Lula e o ex-governador Romeu Zema, o cenário é ainda mais apertado. Zema registra 38%, enquanto Lula aparece com 37%, também em empate técnico dentro da margem de erro.
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 1.482 eleitores em Minas Gerais entre os dias 21 e 28 de abril de 2026. A margem de erro no estado é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.







