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Minas Gerais

Conselheira tutelar trans é encontrada morta em MG; PM é suspeito

Maryna Colluci de Jesus estava desaparecida desde a última sexta-feira (21/8); Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte

26/08/2026 09:44, atualizado 26/08/2026 18:30
Redes sociais/ Reprodução
Maryna Colluci de Jesus, de 34 anos, era conselheira tutelar em Jacuí (MG) e estava desaparecida desde sexta-feira (21/8)

Belo Horizonte —  Uma mulher trans identificada como Maryna Colluci de Jesus, de 34 anos, conselheira tutelar de Jacuí, no Sul de Minas, foi encontrada morta nessa terça-feira (25/8). Ela estava desaparecida desde o dia 21 de agosto. Um policial militar é suspeito do crime e está sendo investigado.

Antes da localização do corpo, a Prefeitura de Jacuí havia divulgado informações sobre o desaparecimento. Segundo a administração municipal, Maryna teria saído de casa, na Rua Antônio Marcondes, no bairro Vila Formosa, por volta das 12h45, na última sexta (21).

Na ocasião, ela usava um top, saia-short e chinelo estilo nuvem, além de estar com o cabelo preso. Conforme as informações divulgadas, Maryna levou apenas o celular.

Em meio às buscas, o corpo dela foi encontrado nessa terça, enterrado em uma área rural do município. Segundo a Polícia Civil, ela foi vítima de feminicídio. O principal suspeito do crime é um Policial Militar, que teria confessado o crime.

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Conhecida pela responsabilidade social

Em nota de pesar, a prefeitura destacou que Maryna dedicou parte de sua trajetória à proteção e à defesa dos direitos de crianças e adolescentes, exercendo uma função de “grande responsabilidade social e humana”.

“Sua partida precoce e de forma tão dolorosa deixa uma profunda tristeza em todos aqueles que tiveram a oportunidade de conhecê-la e conviver com ela”, escreveu a administração municipal.

A prefeitura também prestou solidariedade à família, aos amigos e aos integrantes do Conselho Tutelar e manifestou indignação diante da violência do crime.

Posicionamento da Polícia Militar

A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) enviou ao Metrópoles nota manifestando pesar pelo ocorrido. Leia a nota na íntegra.

A Polícia Militar de Minas Gerais, por meio do 43º Batalhão, manifesta profundo pesar diante dos fatos ocorridos e apresenta sinceras condolências aos familiares e amigos da vítima.

Desde que tomou conhecimento da possibilidade de envolvimento de um integrante da Instituição, a Polícia Militar adotou as providências cabíveis, atuando em apoio às diligências destinadas ao esclarecimento dos fatos e à localização da vítima.

Paralelamente à investigação conduzida pela Polícia Civil, foram adotadas as medidas administrativas pertinentes para apuração da conduta do militar, inclusive quanto à sua permanência nos quadros da Instituição, observados o devido processo legal e as normas vigentes.

A Polícia Militar reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a rigorosa apuração de qualquer conduta incompatível com os valores da Instituição.