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Minas Gerais

Chuva volta a Minas após temporal que causou estragos; veja previsão

Após temporal com ventos fortes, nove regionais da capital já superaram a média de chuva de outubro; previsão indica mais instabilidade

29/10/2026 02:00
Daniel Galera/Metrópoles
Chuva em BH

Belo Horizonte – Moradores e BH e região Metropolitana deve continuar em alerta para mudanças no tempo nesta quinta-feira (29/10). Após o temporal que provocou estragos nas cidades da região no último domingo (25/10), a previsão indica possibilidade de novas pancadas de chuva em Minas Gerais, enquanto o volume acumulado em outubro já ultrapassou a média histórica em nove das dez regionais de Belo Horizonte.

De acordo com dados da Defesa Civil municipal, até a meia-noite de terça-feira (27/10), a regional Centro-Sul havia registrado 259,1 milímetros de chuva, o equivalente a 235,3% da média climatológica de outubro, estabelecida em 110,1 mm. Na regional Oeste, o acumulado chegou a 216,6 mm (196,7%), enquanto a Noroeste somou 201,4 mm (182,9%).

O volume também superou a média histórica nas regionais Barreiro, Hipercentro, Leste, Nordeste e Pampulha.

O cenário reforça a necessidade de atenção para áreas sujeitas a alagamentos, enxurradas e deslizamentos, especialmente diante da possibilidade de novas pancadas de chuva.

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Previsão para quinta-feira

A previsão do tempo para esta quinta-feira (29/10) indica um cenário de forte instabilidade atmosférica em Belo Horizonte e em grande parte de Minas Gerais. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo de “perigo potencial” devido ao avanço de áreas de instabilidade que devem provocar tempestades e chuvas intensas em diversas regiões. O aviso reforça a necessidade de atenção para o risco de cortes de energia elétrica, queda de galhos de árvores e alagamentos pontuais.

Na capital mineira, os moradores devem se preparar para um dia abafado e com mudanças bruscas no céu. Segundo dados da Defesa Civil municipal, Belo Horizonte terá predomínio de nebulosidade, com os termômetros oscilando entre a mínima de 16°C e a máxima de 28°C. As pancadas de chuva, acompanhadas de trovoadas isoladas, são esperadas principalmente a partir da tarde, período em que a umidade relativa do ar deve registrar índices mínimos em torno de 40%.

No interior do estado, a situação meteorológica exige ainda mais cautela, especialmente nas regiões do Triângulo Mineiro e do Sul de Minas, onde são esperados os maiores volumes de precipitação. O volume de chuva pode atingir até 50 milímetros em um único dia, com rajadas de vento que devem variar entre 40 e 60 km/h.

As autoridades recomendam que a população evite abrigar-se debaixo de árvores e não estacione veículos próximos a torres de transmissão ou placas de sinalização durante as tempestades.

Minas Gerais pode ter volumes de chuva abaixo da média histórica em novembro, embora a distribuição das precipitações deva ser irregular

Alívio nas chuvas no início de novembro?

A previsão climática mensal do Inmet indica que Minas Gerais pode ter volumes de chuva abaixo da média histórica em novembro, embora a distribuição das precipitações deva ser irregular. O instituto não descarta a ocorrência de chuvas localizadas entre o Triângulo Mineiro e a Zona da Mata.

A tendência para o mês também é de temperaturas acima da média em grande parte do país. No Sudeste, os desvios podem chegar a 2°C acima da climatologia em áreas como a região central de Minas Gerais.

A previsão mensal, no entanto, não significa ausência de temporais. Mesmo em períodos com acumulados abaixo da média, podem ocorrer episódios de chuva intensa em curto intervalo de tempo.

Prefeitura reforça ações para o período chuvoso

A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou, no início de outubro, o plano de atuação para o período chuvoso 2026/2027, que vai de outubro a março. As medidas incluem monitoramento meteorológico e hidrológico, emissão de alertas, vistorias em áreas de risco e articulação entre órgãos municipais para responder a ocorrências.

Rodrigo Clemente/PBHPraça das Águas em BH
Damião vistoria estrutura que deve armazenar 27 milhões de litros de água para ajudar a controlar as vazões do Ribeirão Pampulha e do Córrego Cachoeirinha

Outra intervenção em andamento é a retomada das obras de macrodrenagem da Praça das Águas, na Avenida Cristiano Machado, na região Norte da capital. A estrutura deverá armazenar 27 milhões de litros de água para ajudar a controlar as vazões do Ribeirão Pampulha e do Córrego Cachoeirinha antes que cheguem ao Ribeirão do Onça. A conclusão está prevista para o primeiro semestre de 2028.

Durante temporais, a Defesa Civil recomenda que a população evite áreas alagadas, não atravesse ruas com correnteza e não se abrigue debaixo de árvores. Em caso de risco ou emergência, os moradores podem acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Estado entrega 70 viaturas a municípios

O Governo de Minas entregou, nesta quarta-feira (28/10), 70 viaturas para reforçar a atuação das equipes municipais de Defesa Civil durante o período chuvoso 2026/2027. Os veículos 4×2 foram distribuídos a representantes de municípios durante o Seminário Estadual de Enfrentamento ao Período Chuvoso, com investimento de R$ 19,9 milhões.

A iniciativa busca melhorar a mobilidade das equipes em áreas vulneráveis, facilitar ações preventivas e ampliar a capacidade de resposta a emergências. Os recursos são provenientes de um acordo entre o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Fundo Especial do Ministério Público (Funemp), e o Gabinete Militar do Governador (GMG).

Segundo o coordenador estadual de Defesa Civil, coronel Paulo Roberto Bermudes Rezende, cerca de 80% dos municípios mineiros já contam com coordenadorias equipadas após a entrega dos veículos e as capacitações realizadas.

“Com mais essas 70 viaturas e mais uma rodada de treinamento com os municípios, temos cerca de 80% dos municípios mineiros com suas coordenadorias de Defesa Civil equipadas”, afirmou.

O seminário reúne gestores públicos, agentes municipais e instituições parceiras para alinhar estratégias de prevenção e resposta a desastres. A programação inclui discussões sobre os efeitos do El Niño, riscos de alagamentos, enxurradas e inundações, monitoramento de áreas vulneráveis e emissão de alertas.